sábado, 14 de novembro de 2015

Cristianismo 132 até 14-11-2015



"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68

Domingo, dia 08 de Novembro de 2015

32º Domingo do Tempo Comum - Ano B


Festa da Igreja :
XXXII Domingo do Tempo Comum (semana IV do saltério)
Santo do dia : S. Deodato, papa, +618,
Beata Isabel da Trindade, religiosa, +1906

Livro de 1º Reis 17,10-16.
Naqueles dias, o profeta Elias pôs-se a caminho e foi a Sarepta. Ao chegar às portas da cidade, encontrou uma viúva a apanhar lenha. Chamou-a e disse-lhe: «Por favor, traz-me uma bilha de água para eu beber».
Quando ela ia a buscar a água, Elias chamou-a e disse: «Por favor, traz-me também um pedaço de pão».
Mas ela respondeu: «Tão certo como estar vivo o Senhor, teu Deus, eu não tenho pão cozido, mas somente um punhado de farinha na panela e um pouco de azeite na almotolia. Vim apanhar dois cavacos de lenha a fim de preparar esse resto para mim e meu filho. Depois comeremos e esperaremos a morte».
Elias disse-lhe: «Não temas; volta e faz como disseste. Mas primeiro coze um pãozinho e traz-mo aqui. Depois prepararás o resto para ti e teu filho.
Porque assim fala o Senhor, Deus de Israel: ‘Não se esgotará a panela da farinha nem se esvaziará a almotolia do azeite até ao dia em que o Senhor mandar chuva sobre a face da Terra’».
A mulher foi e fez como Elias lhe mandara e comeram ele, ela e seu filho.
Desde aquele dia nem a panela da farinha se esgotou nem se esvaziou a almotolia do azeite como o Senhor prometera pela boca de Elias.
Livro de Salmos 146(145),7.8-9a.9bc-10.
O Senhor faz justiça aos oprimidos,
dá pão aos que têm fome
e a liberdade aos cativos.
O Senhor ilumina os olhos do cego,
o Senhor levanta os abatidos,
o Senhor ama os justos.

O Senhor protege os peregrinos,
ampara o órfão e a viúva
e entrava o caminho aos pecadores.

O Senhor reina eternamente;
o teu Deus, ó Sião,
é rei por todas as gerações.


Carta aos Hebreus 9,24-28.
Jesus Cristo não entrou num santuário feito por mãos humanas, figura do verdadeiro, mas no próprio Céu, para Se apresentar agora na presença de Deus em nosso favor.
E não entrou para Se oferecer muitas vezes como o sumo sacerdote que entra cada ano no Santuário com sangue alheio;
nesse caso, Jesus Cristo deveria ter padecido muitas vezes, desde o princípio do mundo. Mas Ele manifestou-Se uma só vez, na plenitude dos tempos para destruir o pecado pelo sacrifício de Si mesmo.
E como está determinado que os homens morram uma só vez e a seguir haja o julgamento (pelo que sei primeiro há julgamento, a seguir penitência e após mudança para o mundo adequado ou morte do corpo natural porque de acordo com as nossas escolhas e acções vamos descendo ou subindo no mundo em que se está e quando surge a mudança de mundo há julgamento, penitência e então mudança)
assim também Jesus Cristo, depois de Se ter oferecido uma só vez para tomar sobre Si os pecados da multidão (Jesus Cristo toda a Sua vida Ele foi dando da Sua Vida aos outros até ao ponto em que deu a Sua vida natural, mas depois reganhou-a porque não a perdeu por acções negativas que tenha praticado), aparecerá segunda vez, sem a aparência do pecado, para dar a salvação àqueles que O esperam.
Evangelho segundo S. Marcos 12,38-44.
Naquele tempo, Jesus Cristo ensinava a multidão, dizendo: «Acautelai-vos dos escribas que gostam de exibir longas vestes, de receber cumprimentos nas praças,
de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes.
Devoram as casas das viúvas com pretexto de fazerem longas rezas (que eram pagas levando o que as viúvas tinham ou pediam). Estes receberão uma sentença mais severa».
Jesus Cristo sentou-Se em frente da arca do tesouro a observar como a multidão deitava o dinheiro na caixa. Muitos ricos deitavam quantias avultadas.
Veio uma pobre viúva e deitou duas pequenas moedas, isto é, um quadrante.
Jesus Cristo chamou os discípulos e disse-lhes: «Em verdade vos digo: Esta pobre viúva deitou na caixa mais do que todos os outros.
Eles deitaram do que lhes sobrava, mas ela, na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver».(na minha opinião, Jesus Cristo não está a fazer a apologia de se entregar tudo o que se tem e depois ficar de mão estendida; mas sim da relatividade dos factos. Os ricos, dando em quantidade monetária muito mais do que aquela viúva, mas aquela viúva dando tudo e eles dando quase nada porque o que davam não lhes fazia falta. É esta a perspectiva que o Senhor Jesus Cristo, naquele momento, quis ensinar, pois na mentalidade da época era a quantidade monetária que importava, incluindo para os sacerdotes.)


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos -
www.capuchinhos.org

Comentário do dia:
Tomás de Celano (c. 1190-c. 1260), biógrafo de São Francisco e de Santa Clara
«Vita prima» de São Francisco, §76
Dar tudo porque Jesus Cristo deu tudo
Francisco, pobrezinho e pai dos pobres, queria viver em tudo como pobre; sofria quando encontrava alguém mais pobre do que ele, não por vaidade, mas por causa da terna compaixão que os pobres suscitavam nele. Só queria ter uma túnica de tecido grosseiro e muito comum e ainda assim, acontecia-lhe bastas vezes partilhá-la com algum infeliz. No entanto, era um pobre muito rico, pois, movido pela sua grande caridade a socorrer os pobres sempre que podia, quando estava muito frio, ia ter com os ricos deste mundo e pedia-lhes que lhe emprestassem um sobretudo ou um casaco. Traziam-lhos mais depressa do que a pressa que ele se tinha dado em fazer o pedido. Ele então dizia: «Aceito com a condição de não esperarem que vo-los devolva.» E com o coração em festa, Francisco oferecia o que acabava de receber ao primeiro pobre que encontrava.
Nada lhe causava mais pena do que ver insultar um pobre ou que dissessem mal de qualquer criatura. Um dia, um irmão deixou escapar umas palavras que magoaram um pobre que pedia esmola: «Não serás por acaso um rico a fingir de pobre?» Estas palavras caíram muito mal a Francisco, o pai dos pobres, que infligiu ao delinquente uma terrível reprimenda e lhe ordenou que se despojasse das suas vestes na presença do pobre e lhe beijasse os pés, pedindo-lhe perdão. «Quem fala mal a um pobre», dizia, «injuria a Jesus Cristo, de quem o pobre é o mais nobre símbolo neste mundo, uma vez que Jesus Cristo por nós Se fez pobre neste mundo (cf 2Cor 8,9).»

Segunda-feira, dia 09 de Novembro de 2015

Dedicação da Basílica de Latrão – Festa


Festa da Igreja : Dedicação da Basílica de Latrão
Calendário da Igreja disponível este dia

Livro de Ezequiel 47,1-2.8-9.12.
Naqueles dias, (em visão, isto é, o corpo celeste do profeta vivendo a situação) o Anjo reconduziu-me à entrada do templo. Debaixo do limiar da porta saía água em direcção ao Oriente, pois a fachada do templo estava voltada para o Oriente. As águas corriam da parte inferior, do lado direito do templo, ao sul do altar.
O Anjo fez-me sair pela porta setentrional e contornar o templo por fora até à porta exterior que está voltada para o Oriente. As águas corriam do lado direito.
O Anjo disse-me: «Esta água corre para a região oriental, desce para Arabá e entra no mar para que as suas águas se tornem salubres.
Todo o ser vivo que se move na água onde chegar esta torrente (água viva, benta) terá novo alento e o peixe será mais abundante. Porque aonde esta água chegar, tornar-se-ão sãs as outras águas e haverá vida por toda a parte aonde chegar esta torrente.
À beira da torrente, nas duas margens, crescerá toda a espécie de árvores de fruto; a sua folhagem não murchará, nem acabarão os seus frutos. Todos os meses darão frutos novos porque as águas vêm do santuário. Os frutos servirão de alimento e as folhas de remédio».
Livro de Salmos 46(45),2-3.5-6.8-9.
Deus é o nosso refúgio e a nossa força,
auxílio sempre pronto na adversidade.
Por isso nada receamos ainda que a terra vacile
e os montes se precipitem no fundo do mar.

Os braços de um rio alegram a cidade de Deus,
a mais santa das moradas do Altíssimo.
Deus está no meio dela e a torna inabalável,
Deus a protege desde o romper da aurora.

O Senhor dos Exércitos está connosco,
o Deus de Jacob é a nossa fortaleza.
Vinde e contemplai as obras do Senhor,
as maravilhas que realizou na Terra.


Evangelho segundo S. João 2,13-22.
Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus Cristo subiu a Jerusalém.
Encontrou no templo os vendedores de bois, de ovelhas e de pombas e os cambistas sentados às bancas.
Fez então um chicote de cordas e expulsou-os a todos do templo com as ovelhas e os bois; deitou por terra o dinheiro dos cambistas e derrubou-lhes as mesas
e disse aos que vendiam pombas: «Tirai tudo isto daqui; não façais da casa de meu Pai casa de comércio».
Os discípulos recordaram-se do que estava escrito: «Devora-me o zelo pela Tua casa».
Então os judeus tomaram a palavra e perguntaram-Lhe: «Que sinal nos dás de que podes proceder deste modo?».
Jesus Cristo respondeu-lhes: «Destruí este templo e em três dias o levantarei».
Disseram os judeus: «Foram precisos quarenta e seis anos para construir este templo e Tu vais levantá-lo em três dias?».
o Senhor Jesus Cristo, porém falava do templo do seu Corpo.
Por isso, quando Ele ressuscitou dos mortos, os discípulos lembraram-se do que tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra de Jesus.


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos -
www.capuchinhos.org

Comentário do dia:
Santo Hilário (c. 315-367), bispo de Poitiers, doutor da Igreja
Tratado sobre o salmo 64
Jesus, porém, falava do templo do seu corpo.
O Senhor disse: «Aqui será o meu repouso para sempre» e «escolheu Sião como lugar de sua morada» (Sl 131,14). Mas Sião e o templo foram destruídos. Onde se erguerá então o trono eterno de Deus? Onde será o seu repouso para sempre? Onde será o seu templo, para que nele habite? O apóstolo Paulo responde-nos: «O templo de Deus sois vós; em vós habita o Espírito de Deus» (1Cor 3,16). Eis a casa e o templo de Deus, cheios da sua doutrina e do seu poder. Eles são o habitáculo da santidade do coração de Deus.
Mas é Deus quem edifica esta morada. Construída pela mão dos homens, ela não duraria; como não resistiria se fosse fundada sobre doutrinas humanas. Os nossos vãos labores e as nossas inquietações não bastam para a proteger. O Senhor resolve as coisas de outra maneira; Ele não pôs os seus alicerces sobre terra solta nem sobre areias movediças, mas assentou-a sobre os profetas e os apóstolos (Ef 2,20); ela é incessantemente construída com pedras vivas (1Ped 2,5) e desenvolver-se-á até às últimas dimensões do corpo de do Senhor Jesus Cristo. A sua edificação prossegue sem cessar; à sua volta erguem-se numerosas casas que se reúnem numa cidade grande e bem-aventurada (e afortunada) (Sl 121,3).


Terça-feira, dia 10 de Novembro de 2015

Terça-feira da 32ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : S. Leão I Magno, papa, Doutor da Igreja, +461

Livro de Sabedoria 2,23-24.3,1-9.
Deus criou o homem para ser incorruptível e fê-lo à imagem da sua própria natureza.
Foi pela inveja do Diabo (essência de todo o egoísmo) que a morte entrou no mundo e experimentam-na aqueles que lhe pertencem.
Mas as almas dos justos estão na mão de Deus e nenhum tormento os atingirá.
Aos olhos dos insensatos parecem ter morrido; a sua saída deste mundo foi considerada uma desgraça
e a sua partida do meio de nós um aniquilamento. Mas eles estão em paz.
Aos olhos dos homens eles sofreram um castigo, mas a sua esperança estava cheia de imortalidade.
Depois de leve pena, terão grandes benefícios porque o Senhor Deus os pôs à prova e os achou dignos de Si.
Experimentou-os como ouro no crisol e aceitou-os como sacrifício de holocausto.
No tempo da recompensa hão-de resplandecer, correndo como centelhas através da palha.
Hão-de governar as nações e dominar os povos e o Senhor reinará sobre eles eternamente.
Os que n’Ele confiam compreenderão a verdade e os que Lhe são fiéis permanecerão com Ele no amor, pois a graça e a fidelidade são para os seus santos e a sua vinda será benéfica para os seus eleitos.
Livro de Salmos 34(33),2-3.16-17.18-19.
A toda a hora bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
A minha alma gloria-se no Senhor:
escutem e alegrem-se os humildes.

Os olhos do Senhor estão voltados para os justos
e os ouvidos atentos aos seus rogos.
A presença do Senhor volta-se contra os que fazem o mal,
para apagar da Terra a sua memória.

Os justos clamaram e o Senhor os ouviu,
livrou-os de todas as suas angústias.
O Senhor está perto dos que têm o coração atribulado
e salva os de ânimo abatido.


Evangelho segundo S. Lucas 17,7-10.
Naquele tempo, disse o Senhor: «Quem de vós, tendo um servo a lavrar ou a guardar gado, lhe dirá quando ele volta do campo: ‘Vem depressa sentar-te à mesa’?
Não lhe dirá antes: ‘Prepara-me o jantar e cinge-te para me servires até que eu tenha comido e bebido. Depois comerás e beberás tu’.
Terá de agradecer ao servo por lhe ter feito o que mandou?
Assim também vós, quando tiverdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: ‘Somos inúteis servos: fizemos o que devíamos fazer’». (porque é que os obedientes são servos inúteis? Pois bem, porque servem na Igreja, mas nunca alcançarão a Vida porque, ao tentar a passagem, vão obedecer aos do mal/trevas, pensando que são do Bem/Deus e vão revoltar-se contra Deus, pois é esse o objectivo dos das trevas que se ficam a rir. Quando se é obediente, perde-se o sentido crítico que nos faz discernir e perceber o Bem do Mal. Claro que os senhores deste mundo fabricam obedientes; dá-lhes mais gozo e facilmente são levados para o seu mundo de escravos. O Bem não tem escravos, tem servos com sentido crítico e discernimento, felizes.)  


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos -
www.capuchinhos.org

Comentário do dia:
Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja
Sobre o Evangelho de S. Lucas 8, 31-32
«Somos inúteis servos»
Que ninguém se vanglorie do que faz, pois é de simples justiça que sirvamos o Senhor. [...] Enquanto vivermos, devemos trabalhar sempre para este nosso Senhor. Reconhece, pois que és um servo obrigado a um grande número de serviços. Não te envaideças por seres chamado «filho de Deus» (1Jo 3,1): reconheçamos esta graça, mas não esqueçamos a nossa natureza. Não te gabes de teres servido bem, pois fizeste o que devias fazer. O sol desempenha o seu papel, a lua obedece, os anjos cumprem os seus serviços. S. Paulo, «o instrumento escolhido pelo Senhor para os pagãos» (Act 9,15), escreve: «Eu não mereço o nome de apóstolo porque persegui a Igreja de Deus» (1Cor 15,9). E se mostra que não tem consciência de qualquer falta, acrescenta de seguida: «Mas nem por isso estou justificado» (1Cor 4,4). Não pretendamos pois ser louvados por nós próprios, nem antecipemos o julgamento de Deus.

Quarta-feira, dia 11 de Novembro de 2015

Quarta-feira da 32ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : S. Martinho (de Tours), bispo, +397

Livro de Sabedoria 6,2-11.
Escutai, ó reis, e procurai compreender; aprendei governantes de toda a Terra. Prestai atenção, vós que reinais sobre as multidões e vos gloriais do número dos vossos povos!
Do Senhor recebestes o poder e do Altíssimo a soberania; Ele examinará as vossas obras e sondará as vossas intenções.
Sendo ministros do seu reino, não governastes com rectidão, não cumpristes a lei, nem seguistes a vontade do Senhor Deus.
Ele virá sobre vós, terrível e repentino, porque julga severamente os que dominam.
Ao mais pequeno perdoa-se por compaixão, mas os grandes serão examinados com rigor.
O Senhor de todos não teme ninguém nem Se impressiona com a grandeza. Ele criou o pequeno e o grande e a sua providência é igual para todos;
mas aos poderosos reserva um exame severo.
É a vós, soberanos, que se dirigem as minhas palavras a fim de aprenderdes a Sabedoria e não cairdes em falta.
Porque os que santamente tiverem guardado as leis santas serão declarados santos e os que nelas se tiverem instruído encontrarão segura defesa.
Procurai ouvir as minhas palavras, desejai-as ardentemente e sereis instruídos.
Livro de Salmos 82(81),3-4.6-7.
Defendei o órfão e o desprotegido,
fazei justiça ao humilde e ao pobre.
Salvai o oprimido e o indigente,
libertai-o das mãos dos ímpios.

O Senhor disse: «Vós sois divinos,
todos vós sois filhos do Altíssimo.
Mas como homens morrereis,
como os príncipes, todos vós sucumbireis».


Evangelho segundo S. Lucas 17,11-19.
Naquele tempo, indo Jesus Cristo a caminho de Jerusalém, passava entre a Samaria e a Galileia.
Ao entrar numa povoação, vieram ao seu encontro dez leprosos. Conservando-se a distância,
disseram em alta voz: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós».
Ao vê-los, Jesus Cristo disse-lhes: «Ide mostrar-vos aos sacerdotes». E sucedeu que no caminho ficaram limpos da lepra.
Um deles, ao ver-se curado, voltou atrás, glorificando a Deus em alta voz
e prostrou-se de rosto por terra aos pés do Senhor Jesus Cristo para Lhe agradecer. Era um samaritano.
Jesus Cristo, tomando a palavra, disse: «Não foram dez os que ficaram curados? Onde estão os outros nove?
Não se encontrou quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro?».
E disse ao homem: «Levanta-te e segue o teu caminho; a tua fé te salvou». (que dizer? Obtiveram a cura e foram às suas vidinhas; já não precisavam de quem lhes deu Vida. Agradecidos; para quê? Tão importantes que eles são!)


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos -
www.capuchinhos.org

Comentário do dia:
Odes de Salomão (texto cristão hebraico do início do século II)
nº 2
«Prostrou-se de rosto por terra aos pés do Senhor Jesus Cristo para Lhe agradecer»
Jesus Cristo está perto de mim:
adiro a Ele e ele abraça-me.
Não teria sido capaz de amar o Senhor
se Ele não me tivesse amado primeiro.
Quem pode compreender o amor,
senão aquele que ama?

Abraço o amado e a minha alma acolhe-O,
quedando-se onde Ele repousa.
Não serei mais um estrangeiro para Ele
porque não há ódio no Senhor.
Estou ligado a Ele como a amante
que encontrou o seu amado.

Porque amo o Filho,
tornar-me-ei filho.
Sim, quem adere ao que não morre
também não morrerá.
Aquele que se compraz na Vida
permanecerá vivo.
Tal é o Espírito do Senhor que, sem mentira,
ensina os homens a conhecerem os seus caminhos.    

Quinta-feira, dia 12 de Novembro de 2015

Quinta-feira da 32ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : S. Josafá Kuncevicz, monge, bispo, mártir, +1623

Livro de Sabedoria 7,22-30.8,1.
Na Sabedoria há um espírito inteligente, santo, único, multiforme, subtil, veloz, perspicaz, sem mancha; um espírito lúcido, inalterável, amigo do bem; penetrante,
irreprimível, benfazejo, amigo dos homens; firme, seguro, sereno; ele tudo pode, tudo abrange e penetra todos os espíritos, os mais inteligentes, mais puros e mais subtis.
A Sabedoria é mais ágil do que todo o movimento, atravessa e penetra tudo, graças à sua pureza.
Ela é um sopro do poder de Deus, emanação pura da glória do Omnipotente; por isso nenhuma impureza a pode atingir.
Ela é o esplendor da luz eterna, espelho puríssimo da actividade de Deus, imagem da sua bondade.
Sendo única, ela tudo pode e, imutável em si mesma, tudo renova. Ela comunica-se de geração em geração pelas almas santas e forma os amigos de Deus e os profetas,
pois Deus só ama quem habita com a Sabedoria.
Ela é mais formosa do que o sol e supera todas as constelações. Comparada com a luz, aparece mais excelente porque à luz sucede a noite, mas a maldade nada pode contra a Sabedoria.
pois a luz dá lugar à noite, mas sobre a sabedoria não prevalece o mal.
Estende o seu vigor de um extremo ao outro da Terra e tudo governa com harmonia.
Livro de Salmos 119(118),89.90.91.130.135.175.
Senhor, a vossa palavra permanece para sempre
imutável como os céus.
A vossa fidelidade mantém-se de geração em geração
como a Terra que formastes e permanece.

Pela vossa vontade perduram as coisas até este dia
porque todas elas Vos estão sujeitas.
A manifestação das vossas palavras ilumina
e dá inteligência aos simples.

Fazei brilhar a vossa face sobre o vosso servo
e dai-me a conhecer os vossos decretos.
Viva a minha alma para Vos louvar
e os vossos juízos venham em meu auxílio.


Evangelho segundo S. Lucas 17,20-25.
Naquele tempo, os fariseus perguntaram a Jesus Cristo quando viria o reino de Deus e Ele respondeu-lhes, dizendo: «O reino de Deus não vem de maneira visível,
nem se dirá: ‘Está aqui ou ali’ porque o reino de Deus está no meio de vós».
Depois disse aos seus discípulos: «Dias virão em que desejareis ver um dia do Filho (do homem) e não o vereis.
Hão-de dizer-vos: ‘Está ali’ ou ‘Está aqui’. Não queirais ir nem os sigais.
Pois assim como o relâmpago que faísca de um lado do horizonte e brilha até ao lado oposto assim será o Filho (do homem semelhante) no seu dia.
Mas primeiro tem de sofrer muito e ser rejeitado por esta geração».(porque não havia dos seus)


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos -
www.capuchinhos.org

Comentário do dia:
Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, doutora da Igreja
Manuscrito autobiográfico A, 83 v.
«O reino de Deus está no meio de vós»
É especialmente o Evangelho que me ocupa durante as minhas orações; nele encontro tudo o que é necessário à minha pobre alma. Nele encontro sempre novas luzes, sentidos escondidos e misteriosos. […]
Compreendo e sei por experiência que «o Reino de Deus está dentro de nós». O Senhor Jesus Cristo não precisa de livros nem de doutrinas para instruir as almas; Ele, que é o Doutor dos doutores, que ensina sem ruído de palavras. Nunca O ouvi falar, mas sinto que Ele está em mim; em cada instante, Ele guia-me e inspira-me o que devo dizer ou fazer. Descubro, precisamente no momento em que delas necessito, luzes que nunca tinha visto e não é especialmente durante as minhas orações que essas luzes me são dadas, é antes no meio das ocupações do meu dia.

Sexta-feira, dia 13 de Novembro de 2015

Sexta-feira da 32ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : Santo Estanislau Kostka, religioso, +1568, S. Diogo de Alcalá, religioso, +1463

Livro de Sabedoria 13,1-9.
Todos os homens que vivem na ignorância do Senhor Deus são verdadeiramente insensatos porque, pelos bens visíveis, não foram capazes de conhecer Aquele que é nem reconheceram o Artífice pela consideração das suas obras.
Mas foi o fogo, o vento, o ar ligeiro, o ciclo dos astros, a água impetuosa ou os luzeiros do céu que eles tomaram como deuses e senhores do mundo.
Se, fascinados pela beleza das coisas, as tomaram por deuses, reconheçam quanto é mais excelente o seu Senhor, pois foi o Autor da beleza que as criou.
Se o que os impressionou foi a sua força e energia, compreendam quanto é mais poderoso Aquele que as fez.
Porque a grandeza e a beleza das criaturas conduzem, por analogia, à contemplação do seu Autor.
Contudo esses homens incorrem apenas em ligeira censura porque talvez se extraviem, buscando a Deus e desejando encontrá-l’O:
ocupados na investigação das suas obras, deixam-se seduzir pelas aparências, pois são belas as coisas que vêm.
Mas nem esses têm desculpa:
se conseguiram obter tanta ciência que podem examinar o mundo, como não encontraram mais depressa o Senhor do mundo?
Livro de Salmos 19(18),2-3.4-5.
Os céus proclamam a glória de Deus
e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.
O dia transmite ao outro esta mensagem
e a noite a dá a conhecer à outra noite.

Não são palavras nem linguagem
cujo sentido se não perceba.
O seu eco ressoou por toda a Terra
e a sua notícia até aos confins do mundo.


Evangelho segundo S. Lucas 17,26-37.
Naquele tempo, disse o Senhor Jesus Cristo aos seus discípulos: «Como sucedeu nos dias de Noé assim será também nos dias do Filho (do homem):
Comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento até ao dia em que Noé entrou na arca. Então veio o dilúvio que os fez perecer a todos.
Do mesmo modo sucedeu nos dias de Lot: Comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam.
Mas no dia em que Lot saiu de Sodoma, Deus mandou do céu uma chuva de fogo e enxofre que os fez perecer a todos.
Assim será no dia em que Se manifestar o Filho (do homem).
Nesse dia, quem estiver no terraço e tiver coisas em casa não desça para as tirar e quem estiver no campo não volte atrás.
Lembrai-vos da mulher de Lot.
Quem procurar salvar a vida (do corpo natural) há-de perdê-la (a Vida) e quem a (do corpo natural) perder há-de salvá-la (a Vida).
Eu vos digo que, nessa noite, estarão dois num leito: um será tomado e o outro deixado;
estarão duas mulheres a moer juntamente: uma será tomada e a outra deixada;
Dois homens estarão no campo: um será tomado e o outro será deixado».
Então os discípulos perguntaram a Jesus Cristo: «Senhor, onde será isto?». Ele respondeu-lhes: «Onde estiver o corpo, aí se juntarão os abutres».(isto é, onde está a Vida, aí se juntará a Morte, os do Mal)


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos -
www.capuchinhos.org

Comentário do dia:
São Romano, o Melodista (?-c. 560), compositor de hinos
Hino de Noé
Deus espera a nossa conversão
Quando contemplo a ameaça suspensa sobre os culpados no tempo de Noé, tremo, eu que também sou culpado de pecados abomináveis. [...] O Criador começou por ameaçar os homens de então porque esperava o tempo da sua conversão (de passarem apenas a praticar o Bem e deixaram a justiça para os decisores do Senhor Deus). Também para nós virá a hora final que desconhecemos e que até aos anjos foi ocultada (Mt 24,36). Nesse último dia, Jesus Cristo, o Senhor de antes dos séculos, virá cavalgando nas nuvens para julgar a Terra como viu Daniel (7,13). Antes de esta hora cair sobre nós, supliquemos-Lhe: «Salva da tua cólera todos os homens, pelo amor que nos tens, ó Redentor do Universo» [...]
O Amigo dos homens, vendo a maldade que então reinava, disse a Noé: «O fim de toda a humanidade chegou diante de Mim, pois ela encheu a Terra de violência. Vou exterminá-la juntamente com a Terra» (Gn 6,13); «só a ti reconheci como justo nesta geração» (Gn 7,1). Constrói uma arca de madeiras resinosas; [...] como matriz, ela carregará as sementes das espécies futuras. Fá-la-ás como uma casa, à imagem da Igreja. [...] Nela te guardarei, a ti, que Me rezas com fé: «Salva da tua cólera todos os homens, pelo amor que nos tens, ó Redentor do universo!»
Com inteligência, o eleito cumpriu a sua obra [...] e pedia com fé aos homens sem fé: «Depressa! Saí do pecado, rejeitai a maldade, arrependei-vos! Lavai com lágrimas a mácula das vossas almas, reconciliai-vos pela fé no poder do nosso Deus [...].» Mas os filhos da rebelião não se converteram. À perversidade, acrescentaram ainda a dureza de coração. Então Noé implorou a Deus com lágrimas: «Fizeste-me nascer do seio da minha mãe; salva-me dentro desta arca. Porque vou fechar-me nesta espécie de sepultura, mas, quando me chamares, dela sairei pela tua força! Nela, vou prefigurar desde agora a ressurreição de todos os homens quando salvares os justos do fogo como a mim me salvas das ondas do mal, arrancando-me do meio dos ímpios, eu que Te rezo com fé, a Ti, compassivo Juiz: 'Salva da tua cólera todos os homens, pelo amor que nos tens, ó Redentor do universo!'»

Sábado, dia 14 de Novembro de 2015

Sábado da 32.a semana do Tempo Comum


Santo do dia : S. José Pignatelli, presbítero, +1811

Livro de Sabedoria 18,14-16.19,6-9.
Quando um silêncio profundo envolvia todas as coisas e a noite estava no meio do seu curso,
a vossa palavra omnipotente, Senhor, veio do alto dos Céus, do seu trono real. Como implacável guerreiro, para o meio de uma terra de ruína, trazia, como espada afiada,
o vosso decreto irrevogável. Parou e encheu de morte o universo; tocava o céu e caminhava sobre a terra.
Toda a criação, obedecendo às vossas ordens, tomava novas formas segundo a sua natureza para guardar sãos e salvos os vossos filhos.
Viu-se a nuvem cobrir de sombra o acampamento, a terra enxuta surgir do que antes era água, o Mar Vermelho tornar-se um caminho livre e as ondas impetuosas uma planície verdejante.
Por ali passou um povo inteiro, protegido pela vossa mão, contemplando prodígios admiráveis.
Expandiram-se como cavalos na pradaria e saltavam como cordeiros, cantando a vossa glória, Senhor, seu libertador.
Livro de Salmos 105(104),2-3.36-37.42-43.
Cantai salmos e hinos ao Senhor,
proclamai todas as suas maravilhas.
Gloriai-vos no seu nome santo,
exulte o coração dos que procuram o Senhor.

Feriu de morte todos os primogénitos do Egipto,
as primícias da sua raça
e fez sair o seu povo carregado de prata e ouro
e não havia enfermo nas suas tribos.

Não Se esqueceu da palavra sagrada
que dera a Abraão, seu servo;
e fez sair o povo com alegria,
os seus eleitos com gritos de júbilo.


Evangelho segundo S. Lucas 18,1-8.
Naquele tempo, o Senhor Jesus Cristo disse aos seus discípulos uma parábola sobre a necessidade de orar sempre sem desanimar:
«Em certa cidade, vivia um juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens.
Havia naquela cidade uma viúva que vinha ter com ele e lhe dizia: ‘Faz-me justiça contra o meu adversário’.
Durante muito tempo ele não quis atendê-la. Mas depois disse consigo: ‘É certo que eu não temo a Deus nem respeito os homens;
mas porque esta viúva me importuna, vou fazer-lhe justiça para que não venha incomodar-me indefinidamente’».
E o Senhor acrescentou: «Escutai o que diz o juiz iníquo!...
E o Senhor Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam dia e noite e iria fazê-los esperar muito tempo?
Eu vos digo que lhes fará justiça bem depressa. Mas quando voltar, o Filho do homem encontrará fé sobre a Terra?». (encontrará ainda gente crente, com Vida? Acredito que sim! Eles são ilustres desconhecidos que não estão entre os convidados porque assim seriam mais facilmente destruídos)


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos -
www.capuchinhos.org

Comentário do dia:
Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
Discursos sobre os salmos, Sl 37, 14
«Jesus disse aos seus discípulos uma parábola sobre a obrigação de orar sempre»
«Senhor, diante de Vós está todo o meu desejo» (Sl 37,10). […] O teu desejo é a tua oração; se o teu desejo for contínuo, a tua oração também será contínua. Não foi por acaso que o apóstolo Paulo disse: «Orai sem cessar» (1Tes 5,17). Di-lo-á porque sem cessar nos ajoelhamos, nos prostramos ou levantamos as mãos para Deus? Se dissermos que só nestas condições é que oramos, não creio que o possamos fazer sem cessar.
Mas há uma outra oração, interior, que não cessa: é o desejo. Qualquer que seja a ocupação a que te entregues, se desejares aquele repouso do sabbath de que falamos, rezarás sem cessar. Se não quiseres deixar de orar, não deixes de desejar.
O teu desejo é contínuo? Então o teu grito será contínuo. Só te calarás se deixares de amar. Quem são os que se calaram? São aqueles de quem se diz: «E por se multiplicar a iniquidade, resfriará a caridade da maioria» (Mt 24,12). A caridade que arrefece é o coração que se cala; a caridade que arde é o coração que grita. Se a caridade subsistir sem cessar, gritarás sem cessar; se gritares sem cessar, é porque continuas a desejar; se estiveres cheio deste desejo, é porque pensas no repouso eterno.
©



http://goo.gl/RSVXh5        portal da Confraria Bolos D. Rodrigo

 

Os meus filmes

1.º – As Amendoeiras em Flor e o Corridinho Algarvio.wmv           http://www.youtube.com/watch?v=NtaRei5qj9M&feature=youtu.be
2.º – O Cemitério de Lagos
3.º – Lagos e a sua Costa Dourada
4.º – Natal de 2012
5.º – Tempo de Poesia

Os meus blogues

--------------------------------------------
http://www.passo-a-rezar.net/       meditações cristãs
http://www.descubriter.com/pt/             Rota Europeia dos Descobrimentos
http://www.psd.pt/ Homepage - “Povo Livre” - Arquivo - PDF
http://www.radiosim.pt/        18,30h – terço todos os dias
(livros, música, postais, … cristãos)
http://www.livestream.com/stantonius         16h20 – terço;  17h00 – missa  (hora de Lisboa)        http://www.santo-antonio.webnode.pt/





sábado, 7 de novembro de 2015

Cristianismo 127 até 10-10-2015


"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68

Domingo, dia 04 de Outubro de 2015

27º Domingo do Tempo Comum - Ano B

Disse o Senhor Deus: «Não é bom que o homem esteja só: vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele».
Então o Senhor Deus, depois de ter formado da terra todos os animais do campo e todas as aves do céu, conduziu-os até junto do homem para ver como ele os chamaria a fim de que todos os seres vivos fossem conhecidos pelo nome que o homem lhes desse.
O homem chamou pelos seus nomes todos os animais domésticos, todas as aves do céu e todos os animais do campo. Mas não encontrou uma companheira semelhante a ele.
Então o Senhor Deus fez descer sobre o homem um sono profundo e, enquanto ele dormia, tirou-lhe uma costela, fazendo crescer a carne em seu lugar.
Da costela do homem o Senhor Deus formou a mulher e apresentou-a ao homem.
Ao vê-la, o homem exclamou: «Esta é realmente osso dos meus ossos e carne da minha carne. Chamar-se-á mulher porque foi tirada do homem».
Por isso o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa e os dois serão uma só carne. (não se encontra a nossa cara-metade quando se quer ou apenas na juventude, mas quando faz sentido para as nossas vidas segundo os desígnios do Senhor Deus para a nossa evolução. Deus tem para nós o Bem e escolhe o Bem para nós; agora dentro do Bem há uma grande panóplia de possibilidades que o Senhor Deus põe à nossa disposição e nos dá o livre arbítrio, isto é, de acordo com as nossas escolhas temos causas para nos ser possível alcançar as nossas escolhas e temos consequências que advêm das nossas escolhas boas ou más, adequadas ou inadequadas a nós. Deus não tem culpa disso; só nós! É triste culparmos Deus do que nos acontece quando somos nós que escolhemos esses caminhos. Tratamos Deus como se Ele fosse o nosso expiador, o mais insignificante dos escravos. Isto é do pior dos ateus que se dizem crentes.
Por outro lado, os protótipos da Criação foram sendo feitos numa linha de evolução e utilizando os anteriores nos seguintes. Os últimos foram o homem e a mulher; porém há algo muito importante, nesta cadeia o homem está dependente da mulher, a mulher o complementa e a mulher, estando numa posição de charneira, está muito dependente/ligada a Deus, ao divino, ao espiritual e são os seres mais dependentes de todos os outros seres, da natureza. Nunca esquecer que Deus é Amor = Afectos Bons. Os do Bem precisam/carecem de afectos; os das trevas são insensíveis, despojados de sentimentos porque sem Deus. Que ninguém que queira ser do Bem esqueça isto. Se a natureza for destruída, nós, homens e mulheres, seremos dos primeiros porque são todos os outros que nos fazem sem deficiência e nos alimentam.
Daqui a nossa posição de humildade, reconhecimento por todo o resto da natureza e não-superioridade porque não temos o direito de dominar os outros (só domina quem não tem nem capacidades nem saber-fazer). O Senhor Deus pôs tudo à nossa disposição, não para dominarmos, mas sim para usufruirmos e gerirmos bem no sentido do bem de todos. Por tudo o que foi dito anteriormente se gerirmos mal destruímos os outros, mas principalmente a nós, os causadores. Neste processo de evolução, na altura adequada, o homem une-se à mulher para formar uma nova família/ célula e, inconscientemente os dois vão procurar fazer melhor do que os seus progenitores no todo ou em parte se se identificam com o todo e aqui está o cerne da nossa evolução e cada vez mais próximos do Senhor Deus nos Seus colaboradores e servidores entre os quais o Senhor Jesus Cristo, Senhor dos seres humanos.)    

Livro de Salmos 128(127),1-2.3.4-5.6.
Feliz de ti que amas o Senhor e andas nos seus caminhos.
Comerás do trabalho das tuas mãos, serás feliz e tudo te correrá bem.
Tua esposa será como videira fecunda no íntimo do teu lar; teus filhos como ramos de oliveira ao redor da tua mesa.
Assim será abençoado o homem que adora o Senhor.
De Sião o Senhor te abençoe: vejas a prosperidade de Jerusalém todos os dias da tua vida
e possas ver os filhos dos teus filhos. Paz a Israel.


Carta aos Hebreus 2,9-11.
Irmãos: Jesus Cristo que, por um pouco, foi inferior aos Anjos, vemo-l’O agora coroado de glória e de honra por causa da morte que sofreu, pois era necessário que, pela graça de Deus, experimentasse a morte em proveito de todos.
Convinha na verdade que Deus, origem e fim de todas as coisas, querendo conduzir muitos filhos para a sua glória, levasse à glória perfeita, pelo sofrimento, o autor da salvação.
Pois Aquele que santifica e os que são santificados procedem todos de um só. Por isso não Se envergonha de lhes chamar irmãos.

Evangelho segundo S. Marcos 10,2-16.
Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus Cristo uns fariseus que, para O porem à prova, perguntaram-Lhe: «Pode um homem repudiar a sua esposa?».
Jesus Cristo disse-lhes: «Que vos ordenou Moisés?».
Eles responderam: «Moisés permitiu que se passasse um certificado de divórcio para se repudiar a esposa».
Jesus Cristo disse-lhes: «Foi por causa da dureza do vosso coração que ele vos deixou essa lei.
Mas no princípio da criação, ‘Deus fê-los homem e mulher.
Por isso, o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa
e os dois serão uma só carne’. Deste modo já não são dois, mas uma só carne.
Portanto não separe o homem os que Deus uniu».
Em casa, os discípulos interrogaram-n’O de novo sobre este assunto.
Jesus Cristo disse-lhes então: «Quem repudiar a sua esposa e casar com outra, comete adultério contra a primeira.
E se a mulher repudiar o seu marido e casar com outro, comete adultério».
Apresentaram a Jesus Cristo umas crianças para que Ele lhes tocasse, mas os discípulos afastavam-nas.
Jesus Cristo, ao ver isto, indignou-Se e disse-lhes: «Deixai vir a Mim as criancinhas, não as estorveis: dos que são como elas é o reino de Deus.
Em verdade vos digo: Quem não acolher o reino de Deus como uma criança, não entrará nele».
E abraçando-as, começou a abençoá-las, impondo as mãos sobre elas.


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos -
www.capuchinhos.org

Comentário do dia:
São João Paulo II (1920-2005), papa
Homilia de 19 Outubro de 1980

«Já não são dois, mas um só».

«Os que Deus uniu, não o separe o homem» (Mt 19,6). Nesta expressão está contida a grandeza essencial do matrimónio e, ao mesmo tempo, a unidade moral da família. Hoje pedimos essa grandeza e essa dignidade para todos os esposos do mundo; pedimos essa potência sacramental e essa unidade moral para todas as famílias. E pedimo-lo para o bem do homem! Para o bem de cada um dos homens. O homem não tem outro caminho para a humanidade senão através da família. E a família deve ser colocada como o fundamento mesmo de toda a solicitude pelo bem do homem e de todo o esforço para o nosso mundo ser cada vez mais humano. Ninguém pode subtrair-se a esta solicitude: nenhuma sociedade, nenhum povo, nenhum sistema; nem o Estado nem a Igreja nem sequer o indivíduo.
O amor (no universo das trevas – a posse; no universo do Bem o afecto maior – o Amor) que une o homem e a mulher como cônjuges e pais é, ao mesmo tempo, dom e mandamento. O amor é dom: «vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece-O» (1Jo 4,7). E ao mesmo tempo, o amor é mandamento, é o maior mandamento «Amarás...» (Mt 22,37). Cumprir o mandamento do amor significa praticar todos os deveres da família cristã. Afinal todos se reduzem a ele: a fidelidade e a honestidade conjugal, a paternidade responsável e a educação. A «pequena Igreja», a Igreja doméstica, significa a família que vive no espírito do mandamento do amor a sua verdade interior, o seu esforço diário, a sua beleza espiritual e a sua força. [...] Se Deus é amado sobre todas as coisas então também o homem ama e é amado com toda a plenitude do amor acessível a ele. Se se destrói esta estrutura inseparável de que fala o mandamento de Jesus Cristo, então o amor do homem apartar-se-á da sua raiz mais profunda, perderá a raiz da plenitude e da verdade que lhe são essenciais.
Imploremos para todas as famílias cristãs, para todas as famílias do mundo, esta plenitude e verdade do amor, indicada pelo mandamento de Jesus Cristo.

Segunda-feira, dia 05 de Outubro de 2015

Segunda-feira da 27ª semana do Tempo Comum

A palavra do Senhor foi dirigida a Jonas, filho de Amitai:
«Levanta-te e vai à grande cidade de Nínive e anuncia-lhe que a fama da sua malícia chegou à minha presença».
Jonas levantou-se a fim de fugir para Társis, para longe da presença do Senhor. Desceu a Jope onde encontrou um navio que ia para Társis. Pagou a sua passagem e embarcou a fim de seguir com os viajantes para Társis, para longe da presença do Senhor.
Mas o Senhor fez que soprasse um forte vento sobre o mar e levantou-se uma grande tempestade a ponto de o navio ameaçar afundar-se.
Os marinheiros estavam aterrados e começou cada qual a clamar pelo seu deus. Para aliviarem o navio, deitaram a carga ao mar. Entretanto Jonas tinha descido ao porão do navio e, deitado, dormia profundamente.
O capitão foi ter com ele e disse-lhe: «Como podes dormir? Levanta-te e invoca o teu Deus. Talvez Ele Se lembre de nós e não pereçamos».
Os tripulantes disseram uns para os outros: «Vamos deitar sortes para sabermos quem é o responsável desta desgraça». Deitaram sortes e a sorte caiu sobre Jonas.
Então disseram-lhe: «Declara-nos por que motivo nos vem esta desgraça. Qual é a tua profissão? Donde vens? Qual é a tua terra e a que povo pertences?».
Jonas respondeu-lhes: «Eu sou hebreu e presto culto ao Senhor, Deus do Céu, que fez o mar e a terra».
Então aqueles homens sentiram um grande temor e disseram-lhe: «Que fizeste? – Pelo que Jonas lhes tinha contado, eles sabiam que fugia da presença do Senhor
– Que havemos de fazer-te para que o mar se acalme à nossa volta?». É que o mar tornava-se cada vez mais impetuoso.
Jonas disse-lhes: «Agarrai-me e lançai-me ao mar e o mar acalmar-se-á à vossa volta porque eu sei que é por minha causa que esta grande tormenta caiu sobre vós».
Os marinheiros remaram, tentando alcançar a costa, mas em vão porque o mar se agitava cada vez mais contra eles.
Então invocaram o Senhor, dizendo: «Ah, Senhor! Não queremos morrer por causa deste homem; mas não nos torneis responsáveis pela morte de um inocente porque Vós, Senhor, fareis o que Vos agrada».
Pegaram em Jonas e lançaram-no ao mar e o mar acalmou a sua fúria.
Aqueles homens começaram a temer muito o Senhor; ofereceram-Lhe um sacrifício e fizeram-Lhe votos.
Então o Senhor enviou um grande peixe para engolir Jonas e Jonas ficou nas entranhas do peixe três dias e três noites.
Por fim, o Senhor ordenou ao peixe que vomitasse Jonas na praia.

Livro de Jonas 2,2.3.4.5.8.
«Na minha aflição invoquei o Senhor
e Ele ouviu-me.
Clamei a ti do meio da morada dos mortos
e Tu ouviste a minha voz.

Lançastes-me no profundo abismo dos mares
e as ondas me envolveram;
as vossas torrentes e vagas

Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos -
www.capuchinhos.org

Comentário do dia:
São Gregório de Nissa (c. 335-395), monge, bispo
Homilia 15 sobre o Cântico dos Cânticos

O bom samaritano

«Este é o meu amado; este é o meu amigo, mulheres de Jerusalém» (Ct 5,16). A Esposa do Cântico mostra aquele que procurava, dizendo: «Eis quem eu procuro, Aquele que, para Se tornar nosso irmão, veio de Judá. Tornou-Se amigo daquele que caiu nas mãos dos salteadores; curou as suas feridas com azeite, vinho e ligaduras; içou-o para a sua própria montada; levou-o para uma estalagem; deu duas moedas de prata para que cuidassem dele e prometeu pagar, quando regressasse, o que tivessem gastado no cumprimento das suas ordens». Cada um destes detalhes tem um significado bem evidente.
O doutor da Lei tentou o Senhor e quis mostrar a sua superioridade em relação aos outros, dizendo: «E quem é o meu próximo?» O Verbo expõe-lhe então, sob a forma de uma narrativa, toda a história sagrada da misericórdia: conta a queda do homem, a emboscada dos salteadores, o roubo da veste incorruptível, as feridas do pecado, a invasão causada pela morte em metade da nossa natureza (uma vez que a nossa alma permanece imortal), a passagem inútil da Lei (uma vez que nem o sacerdote nem o Levita trataram das feridas daquele que tinha caído nas mãos dos salteadores).
«Era, na verdade, impossível que o sangue dos toiros e dos carneiros apagasse o pecado» (Heb 10,4): só o podia fazer Aquele que revestiu toda a natureza humana: a dos judeus, dos samaritanos, dos gregos, numa palavra, de toda a humanidade. Com o seu corpo que é a montada, Ele veio ao encontro da miséria do homem. Curou as suas feridas, fê-lo repousar na sua própria montada, fez da sua misericórdia uma estalagem onde todos os que penam e se vergam sob o seu fardo encontram repouso (cf Mt 11,28).

Terça-feira, dia 06 de Outubro de 2015

Terça-feira da 27 semana do Tempo Comum

A palavra do Senhor foi dirigida a Jonas nos seguintes termos:
«Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive e apregoa nela a mensagem que Eu te direi».
Jonas levantou-se e foi a Nínive, conforme a palavra do Senhor. Nínive era uma grande cidade aos olhos de Deus; levava três dias a atravessar.
Jonas entrou na cidade e caminhou durante um dia, apregoando: «Daqui a quarenta dias, Nínive será destruída».
Os habitantes de Nínive acreditaram em Deus, proclamaram um jejum e revestiram-se de saco desde o maior ao mais pequeno.
Logo que a notícia chegou ao rei de Nínive, ele ergueu-se do trono e tirou o manto, cobriu-se de saco e sentou-se sobre a cinza.
Depois foi proclamado em Nínive um decreto do rei e dos seus ministros que dizia: «Os homens e os animais, os bois e as ovelhas, não provem alimento, não pastem nem bebam água.
Os homens e os animais revistam-se de saco e clamem a Deus com vigor; afaste-se cada um do seu mau caminho e das violências que tenha praticado.
Quem sabe? Talvez Deus reconsidere e desista, acalmando o ardor da sua ira de modo que não pereçamos».
Quando Deus viu as suas obras e como se convertiam do seu mau caminho, desistiu do castigo com que os ameaçara e não o executou.

Livro de Salmos 130(129),1-2.3-4ab.7-8.
Do profundo abismo chamo por Vós, Senhor,
Senhor, escutai a minha voz.
Estejam os vossos ouvidos atentos
à voz da minha súplica.

Se tiverdes em conta as nossas faltas,
Senhor, quem poderá salvar-se?
Mas em Vós está o perdão
para Vos servirmos com reverência.

No Senhor está a misericórdia (para os misericordiosos)
e com Ele abundante redenção.
Ele há-de libertar Israel
de todas as suas faltas.


Evangelho segundo S. Lucas 10,38-42.
Naquele tempo, Jesus Cristo entrou em certa povoação e uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa.
Ela tinha uma irmã chamada Maria que, sentada aos pés de Jesus Cristo, ouvia a sua palavra.
Entretanto Marta atarefava-se com muito serviço. Interveio então e disse: «Senhor, não Te importas que minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe que venha ajudar-me».
O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e preocupada com muitas coisas
quando uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte que não lhe será tirada» (a companhia, o afecto, o aprender. Marta certamente, como mais velha, decidiu preparar o que comer e pediu a Maria que fizesse companhia a Jesus Cristo. Depois, ouvindo a animação e Jesus Cristo a ensinar, quis também estar presente, mas não pediu que viessem ambos para a cozinha como gostaria; talvez isso não fosse aceite eticamente e não foi compreendida)  


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos -
www.capuchinhos.org

Comentário do dia:
Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, doutora da Igreja
Manuscrito autobiográfico C, 36 r° - v°, Edições Carmelo, 2000 (rev.)

«Maria escolheu a melhor parte»

Uma alma abrasada de amor não pode ficar inactiva. Sem dúvida que, como Santa Maria de Magdala, ela permanece aos pés de Jesus Cristo e escuta a sua palavra doce e inflamada. Parecendo não dar nada, dá muito mais do que Marta que se aflige com muitas coisas e que quereria que sua irmã a imitasse. Não são, de modo nenhum, os trabalhos de Marta que Jesus Cristo censura; a esses trabalhos se submeteu humildemente sua Mãe durante a vida, pois tinha de preparar as refeições da Sagrada Família. Era apenas a inquietação da sua ardente anfitriã que Ele queria corrigir.
Todos os santos o compreenderam e mais particularmente talvez aqueles que encheram o universo com a iluminação da doutrina evangélica. Não foi acaso na oração que os santos Paulo, Agostinho, João da Cruz, Tomás de Aquino, Francisco, Domingos e tantos outros ilustres amigos de Deus beberam esta ciência divina que arrebata os maiores génios? Houve um sábio que disse: «Dai-me uma alavanca, um ponto de apoio e levantarei o mundo.» O que Arquimedes não pôde obter, porque o seu pedido não se dirigia a Deus e por não ser feito senão sob o ponto de vista material, obtiveram-no os santos em toda a plenitude: o Todo-Poderosos deu-lhes como ponto de apoio Ele mesmo e Ele só e como alavanca a oração que abrasa com fogo de amor (a oração é o melhor meio de meditação para entrar em comunhão com Deus e o divino e é falando, exprimindo-nos, abrindo o nosso coração a Ele que tal se consegue de tal modo que se consegue que Ele venha morar em nós e nos encher de vida. Esta é a grande diferença entre o crente e o ateu: o crente tem que lhe leve ao colo nos tempos mais difíceis, de provação e tem Vida enquanto os outros são mortos caminhando entre mortos porque não têm Deus). E foi assim que levantaram o mundo; é assim que os santos que ainda militam na terra o levantam e que, até ao fim do mundo, os futuros santos o levantarão também.

Quarta-feira, dia 07 de Outubro de 2015

Quarta-feira da 27ª semana do Tempo Comum


Festa da Igreja : Nossa Senhora do Rosário
Calendário da Igreja disponível este dia

Livro de Jonas 4,1-11.
Jonas ficou muito desgostoso e irritado quando Deus perdoou aos ninivitas
e orou, dizendo: «Ah, Senhor! Não era isto que eu dizia quando estava ainda na minha terra? Por isso me apressei a fugir para Társis, por saber que sois um Deus clemente e compassivo, lento para a ira, rico de misericórdia e sempre disposto a desistir do castigo.
Mas agora, Senhor, tirai-me a vida porque para mim é melhor morrer do que ficar vivo».
O Senhor respondeu-lhe: «Terás razão para te irritares?».
Jonas saiu de Nínive e instalou-se a oriente da cidade. Aí fez uma cabana e sentou-se à sua sombra para ver o que acontecia à cidade.
Então o Senhor Deus fez crescer um rícino que se elevou por cima de Jonas para lhe dar sombra à cabeça e o livrar do seu mau humor. Jonas ficou muito contente com o rícino.
Mas no dia seguinte, ao romper da manhã, Deus mandou um verme que roeu as raízes do rícino e ele secou.
Ao nascer do sol, Deus fez soprar do oriente um vento abrasador e o sol bateu em cheio na cabeça de Jonas, fazendo-o desmaiar. E Jonas tornou a pedir a morte, exclamando: «Para mim é melhor morrer do que ficar vivo».
Então Deus disse a Jonas: «Terás razão para te irritares por causa do rícino?». Jonas respondeu: «Tenho razão de me irritar mortalmente».
O Senhor disse-lhe: «Tu tens pena do rícino que não te deu qualquer trabalho e não fizeste crescer, que nasceu numa noite e numa noite morreu.
E Eu não devia ter pena da grande cidade de Nínive, onde há mais de cento e vinte mil pessoas que não sabem distinguir a mão direita da esquerda além de grande número de animais? (Porque eles fizeram penitência)».

Livro de Salmos 86(85),3-4.5-6.9-10.
Tende piedade de mim, Senhor,
que a Vós clamo todo o dia.
Alegrai a alma do vosso servo porque
a Vós, Senhor, elevo a minha alma.

Vós, Senhor, sois bom e indulgente,
cheio de misericórdia para com todos os que Vos invocam.
Ouvi, Senhor, a minha oração,
atendei a voz da minha súplica.

Todos os povos que criastes virão adorar-Vos, Senhor,
e glorificar o vosso nome porque Vós sois grande
e operais maravilhas, Vós sois o único Deus.

Evangelho segundo S. Lucas 11,1-4.
Naquele tempo, estava Jesus Cristo em oração em certo lugar. Ao terminar, disse-Lhe um dos discípulos: «Senhor, ensina-nos a orar como João Baptista ensinou também os seus discípulos».
Disse-lhes Jesus Cristo: «Quando orardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso reino;
dai-nos em cada dia o pão da nossa subsistência;
perdoai-nos os nossos pecados; nós perdoamos a todo aquele que nos ofende; não nos deixeis cair nas tentações.’
».

Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org

Comentário do dia:
Santa Teresa de Ávila (1515-1582), carmelita descalça, doutora da Igreja
Caminho de Perfeição, cap. 30

A oração introduz-nos desde já no reino de Deus

«Santificado seja o vosso nome. Venha a nós o vosso Reino.» Admirai aqui, minhas filhas, a imensa sabedoria do nosso Mestre! Que queremos nós quando pedimos esse Reino? [...] Nosso Senhor conhecia a nossa extrema fraqueza. Ele sabia que nós éramos incapazes de santificar, de louvar, de exaltar, de glorificar o nome santíssimo do Pai eterno de uma forma conveniente, a menos que Ele atendesse a isso, dando-nos o seu Reino já cá em baixo. Foi exactamente por isso que o bom Jesus juntou aqui estes dois pedidos. [...]
Em minha opinião, um dos grandes bens que encerra o Reino do Céu é estarmos afastados de todas as coisas da terra; aí, gozamos um repouso e uma beatitude íntimas e participamos da alegria de todos numa paz perpétua, na felicidade profunda que provém de vermos todos os eleitos santificarem e louvarem o Senhor, abençoando o seu nome sem ninguém que O ofenda. Todos O amam e a alma não tem outra ocupação que não seja amá-Lo e não pode deixar de O amar porque O conhece.
Pois bem! Se nós pudéssemos conhecê-Lo, amá-Lo-íamos do mesmo modo cá em baixo, não todavia tão perfeitamente nem com essa estabilidade, mas enfim, amá-Lo-íamos de modo diferente de como O amamos. [...] Aquilo de que estamos a tratar é possível à alma, já neste exílio, com a graça de Deus. Mas, na verdade, ela não pode atingi-lo perfeitamente [...] pois ainda navegamos no mar deste mundo e continuamos a ser viajantes. Há contudo momentos em que o Senhor, vendo-nos fatigados do caminho, põe todas as nossas forças na calma e a nossa alma na quietude. Então Ele revela claramente, por um certo antegosto, qual é o sabor da recompensa reservada àqueles que introduz no seu Reino.

Quinta-feira, dia 08 de Outubro de 2015

Quinta-feira da 27ª semana do Tempo Comum

«As vossas palavras contra Mim são arrogantes – diz o Senhor – e perguntais: ‘Que dissemos contra o Senhor?’.
Vós dissestes: ‘É tempo perdido servir a Deus. Que aproveita cumprir os seus preceitos e andar vestido de luto diante do Senhor do Universo?
Por isso agora chamamos felizes os soberbos que praticam o mal e prosperam, que provocam a Deus e ficam impunes’».
Então os que adoram o Senhor falaram entre si e o Senhor prestou atenção e escutou-os. Diante d’Ele foi escrito um livro que conserva a memória daqueles que O adoram e respeitam o seu nome.
«No dia que Eu preparo, Eles serão minha propriedade – diz o Senhor do Universo –. Terei compaixão deles como um pai se compadece do filho obediente.
Então vereis de novo a diferença entre o justo e o pecador, entre aquele que serve a Deus e aquele que não O serve.
Porque há-de vir o dia, ardente como uma fornalha, em que serão como a palha todos os soberbos e malfeitores. O dia que há-de vir os abrasará – diz o Senhor do Universo – e não lhes deixará raiz nem ramos.
Mas para vós que ameis o meu nome, nascerá o sol de justiça, trazendo nos seus raios a salvação».

Livro de Salmos 1,1-2.3.4.6.
Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios,
nem se detém no caminho dos pecadores,
mas antes se compraz na lei do Senhor
e nela medita dia e noite.

É como árvore plantada à beira das águas:
dá fruto a seu tempo e sua folhagem não murcha.
Tudo quanto fizer será bem sucedido.
Bem diferente é a sorte dos ímpios:

são como palha que o vento leva.
O Senhor vela pelo caminho dos justos,
mas o caminho dos pecadores leva à perdição.


Evangelho segundo S. Lucas 11,5-13.
Naquele tempo, disse Jesus Cristo aos seus discípulos: «Se algum de vós tiver um amigo, poderá ter de ir a sua casa à meia-noite para lhe dizer: ‘Amigo, empresta-me três pães
porque chegou de viagem um dos meus amigos e não tenho nada para lhe dar’.
Ele poderá responder lá de dentro: ‘Não me incomodes; a porta está fechada, eu e os meus filhos já nos deitámos; não posso levantar-me para te dar os pães’.
Eu vos digo: Se ele não se levantar por ser amigo, ao menos, por causa da sua insistência, levantar-se-á para lhe dar tudo aquilo de que precisa.
Também vos digo: Pedi e dar-se-vos-á; procurai e encontrareis; batei à porta e abrir-se-vos-á.
Porque quem pede recebe; quem procura encontra, e a quem bate à porta, abrir-se-á.
Se um de vós for pai e um filho lhe pedir peixe, em vez de peixe dar-lhe-á uma serpente?
E se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á um escorpião?
Se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedem!».

Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos -
www.capuchinhos.org

Comentário do dia:
São Tomás de Aquino (1225-1274), teólogo dominicano, doutor da Igreja
Compêndio de teologia
Convém ao homem rezar
Segundo o projecto providencial de Deus, Ele deu a tudo o que existe o meio de alcançar a sua conclusão como convém à sua natureza. Os homens também receberam, para obter o que esperam de Deus, um meio adaptado à condição humana. Esta condição quer que o homem se sirva da oração para obter de outrem o que espera, sobretudo se aquele a quem se dirige lhe é superior. É por isso que é recomendado aos homens rezarem para obterem de Deus aquilo que esperam receber dele. Mas a necessidade de implorar é diferente conforme se trate de obter algo de um homem ou de Deus.
Quando a súplica se dirige a um homem, tem de exprimir primeiro o desejo e a necessidade de quem implora. É preciso também que dobre, até o fazer ceder, o coração daquele a quem implora. Ora estes elementos não têm lugar na oração feita a Deus. Ao rezar, não temos de nos preocupar em manifestar os nossos desejos ou as nossas necessidades a Deus, pois Ele tudo conhece. Assim o salmista diz ao Senhor: «Todos os meus desejos estão diante de Ti» (Sl 37,10). E lemos no Evangelho: «Vosso Pai sabe que tendes necessidade de tudo isso» (Mt 6,8). Não se trata de dobrar, por palavras humanas, a vontade divina, levando-a a querer o que não queria porque está dito no livro dos Números: «Deus não é como um homem, para mentir, nem filho de Adão, para mudar» (23,19).

Sexta-feira, dia 09 de Outubro de 2015

Sexta-feira da 27ª semana do Tempo Comum

Vesti-vos de luto e chorai, sacerdotes, entoai lamentações, ministros do altar. Vinde passar a noite com vestes de penitência, ministros do Senhor Deus porque no templo de Deus, desapareceram a oferenda e a libação.
Proclamai um solene jejum, convocai uma assembleia. Reuni os anciãos e todos os habitantes do país no templo do Senhor, vosso Deus. E clamai ao Senhor:
«Ah, que dia este!». Está próximo o dia do Senhor que vai chegar como devastação que vem do Omnipotente.
Tocai a trombeta em Sião, dai o alarme no meu santo monte. Estremeçam todos os habitantes do país porque está a chegar o dia do Senhor. Sim, ele está próximo:
será dia de trevas e de escuridão, dia de nuvens e de sombras. Como a luz da aurora, estende-se sobre os montes um povo numeroso e forte. Nunca houve povo nenhum como ele nem depois dele haverá outro até às mais longínquas gerações.

Livro de Salmos 9(9A),2-3.6.16.8-9.
De todo o coração, Senhor, Vos quero louvar
e contar todas as vossas maravilhas.
Quero alegrar-me e exultar em Vós,
quero cantar o vosso nome, ó Altíssimo.

Ameaçastes os pagãos, destruístes os ímpios,
apagastes o seu nome para sempre.
Afundaram-se as nações no fosso que abriram,
ficaram presos os seus pés na armadilha que prepararam.

O Senhor é rei para sempre,
firmou o seu trono para julgar.
Ele julga a Terra com justiça,
governa os povos com rectidão.


Evangelho segundo S. Lucas 11,15-26.
Naquele tempo, Jesus Cristo expulsou um demónio, mas alguns dos presentes disseram: «É por Belzebu, príncipe dos demónios, que Ele expulsa os demónios».
Outros, para O experimentarem, pediam-Lhe um sinal do céu.
Mas Jesus Cristo, que conhecia os seus pensamentos, disse: «Todo o reino dividido contra si mesmo, acaba em ruínas e cairá casa sobre casa.
Se Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que Eu expulso os demónios.
Ora se Eu expulso os demónios por Belzebu, por quem os expulsam os vossos discípulos? Por isso eles mesmos serão os vossos juízes.
Mas se Eu expulso os demónios pelo dedo de Deus, então quer dizer que o reino de Deus chegou até vós.
Quando um homem forte e bem armado guarda o seu palácio, os seus bens estão em segurança.
Mas se aparece um mais forte do que ele e o vence, tira-lhe as armas em que confiava e distribui os seus despojos.
Quem não está comigo está contra Mim e quem não junta comigo dispersa.
Quando o espírito impuro sai do homem, anda a vaguear por lugares desertos à procura de repouso. Como não o encontra, diz consigo: ‘Voltarei para a casa de onde saí’.
Quando lá chega, encontra-a varrida e arrumada. Então vai e toma consigo sete espíritos piores do que ele que entram e se instalam nela.
E o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro».


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos -
www.capuchinhos.org

Comentário do dia:
Santo Ireneu de Lyon (c. 130-c. 208), bispo, teólogo, mártir
Contra as heresias

«Mas se Eu expulso os demónios pelo dedo de Deus, então quer dizer que o reino de Deus chegou até vós.»

Henoc, por ter andado na presença de Deus, foi transferido para o céu no seu corpo natural, prefigurando assim a transferência dos justos. Também Elias foi elevado tal como se encontrava na substância da sua carne formada (2Rs 2,11), profetizando desse modo o levantamento dos homens espirituais. Os seus corpos não puseram nenhum obstáculo a esta transferência e a este levantamento: foi pelas mesmas mãos pelas quais foram formados no princípio (Gn 2,7) que foram transferidos e elevados. Porque, em Adão, as mãos de Deus acostumaram-se a dirigir, a reter e a levar a obra formada por elas, a transportá-la a colocá-la onde queriam. Onde foi, pois colocado o primeiro homem? No paraíso, sem dúvida, segundo o que diz a Escritura: «E Deus plantou um jardim no Éden, ao oriente, e nele colocou o homem que havia formado? (Gn 2,8). E foi de lá que ele foi expulso para este mundo, por ter desobedecido. […]
Parece impossível a alguém que os homens vivam tanto tempo como os primeiros patriarcas? Que Elias tenha sido elevado ao céu na sua carne? Jonas, depois de ter sido precipitado no fundo do mar e engolido por um peixe, foi lançado são e salvo no rio por ordem de Deus. Ananias, Azarias e Misael, lançados numa fornalha ardente, não sofreram nenhum mal e nem mesmo o cheiro do fogo ficou neles (Dn 3,50). Se a mão de Deus os assistiu e realizou neles coisas extraordinárias e impossíveis à natureza humana porque será inverosímil que, naqueles que foram transferidos, esta mesma mão tenha também realizado uma coisa extraordinária, executando a vontade do Pai? Ora esta mão é o Filho de Deus (cf Dn 3,25).

Sábado, dia 10 de Outubro de 2015

Sábado da 27ª semana do Tempo Comum

Eis o que diz o Senhor: «Levantem-se as nações e encaminhem-se para o Vale de Josafat. Ali estarei sentado a julgar todas as nações vizinhas.
Metei a foice porque a seara está madura; vinde pisar porque o lagar está cheio: os tanques transbordam porque é grande a malícia das nações».
Multidões e multidões no Vale do Julgamento! Está próximo o dia do Senhor no Vale do Julgamento!
O sol e a lua escureceram e as estrelas perderam o seu brilho.
O Senhor ruge desde Sião, de Jerusalém faz ouvir a sua voz: tremem os céus e a terra. Mas o Senhor é um refúgio para o seu povo, um abrigo para os filhos de Israel.
«Então sabereis que Eu sou o Senhor, vosso Deus, que habito em Sião, o meu santo monte. Jerusalém será um lugar sagrado e nunca mais passarão por lá os estranhos».
Nesse dia, os montes escorrerão vinho novo, as colinas jorrarão leite e correrão águas em todos os ribeiros de Judá. Do templo do Senhor sairá uma nascente para regar o Vale das Acácias.
O Egipto será terra devastada e Edom um deserto desolado por causa das violências contra os filhos de Judá, por terem derramado na sua terra sangue inocente.
Mas Judá será habitado para sempre e Jerusalém de geração em geração.
«Eu vingarei o seu sangue que não deixarei impune». E o Senhor habitará em Sião.

Livro de Salmos 97(96),1-2.5-6.11-12.
O Senhor é rei: exulte a terra,
rejubile a multidão das ilhas.
Ao seu redor, nuvens e trevas;
a justiça e o direito são a base do seu trono.

Derretem-se os montes como cera
diante do Senhor de toda a Terra.
Os céus proclamam a sua justiça
e todos os povos contemplam a sua glória.

A luz resplandece para os justos
e a alegria para os corações rectos.
Alegrai-vos, justos, no Senhor
e louvai o seu nome santo.


Evangelho segundo S. Lucas 11,27-28.
Naquele tempo, enquanto Jesus Cristo falava à multidão, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e disse: «Feliz Aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito».
Mas Jesus Cristo respondeu: «Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática».


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos -
www.capuchinhos.org

Comentário do dia:
São Beda, o Venerável (c. 673-735), monge beneditino, doutor da Igreja
Homilia sobre S. Lucas: L. IV, 49

«Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática»

«Feliz Aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito.» Grande é a devoção, grande é a fé que se exprimem nesta palavra da mulher do Evangelho. Enquanto os escribas e os fariseus põem o Senhor à prova e blasfemam, esta mulher reconhece diante de todos a sua incarnação com uma tal lealdade, confessa-a com uma tal certeza que desmonta a calúnia dos seus contemporâneos e a falsa lei dos heréticos dos tempos futuros. Ofendendo as obras do Espírito Santo, os contemporâneos de Jesus Cristo negavam que Ele fosse verdadeiramente o Filho. Mais tarde, houve homens que negaram também que, pela acção do Espírito Santo, Maria, sempre virgem, tenha fornecido a substância da sua carne ao Filho que havia de nascer com um corpo verdadeiramente humano: negaram que ele fosse verdadeiramente Filho do homem, da mesma natureza que sua mãe. Mas o apóstolo Paulo desmente essa opinião quando diz de Jesus Cristo que Ele é «nascido de mulher, submetido à Lei» (Gal 4,4). Porque, concebido no seio da Virgem, Ele não foi buscar a sua carne ao nada nem a outra parte qualquer, mas ao corpo de sua Mãe. De outro modo, não seria exacto chamar-lhe verdadeiramente Filho do homem. [...]
Feliz Mãe, na verdade, esta que, nas palavras do poeta, «deu à luz o Rei que rege o céu e a Terra por todos os séculos, Ela que viveu as alegrias da maternidade e detém as honras da virgindade, Antes dela, não se viu outra assim e nunca mais se verá depois dela» (Sedúlio). E contudo, o Senhor acrescenta: «Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática», confirmando de forma magnífica o testemunho desta mulher. Pois não somente declara afortunada aquela a quem foi dado conceber corporalmente o Verbo de Deus como igualmente afortunados todos aqueles que se apliquem a conceber espiritualmente o mesmo Verbo pela escuta da fé e a alimentá-Lo no seu coração e no coração dos outros, tendo-O presente pela prática do bem.
©



Os meus filmes

1.º – As Amendoeiras em Flor e o Corridinho Algarvio.wmv           http://www.youtube.com/watch?v=NtaRei5qj9M&feature=youtu.be
2.º – O Cemitério de Lagos
3.º – Lagos e a sua Costa Dourada
4.º – Natal de 2012
5.º – Tempo de Poesia

Os meus blogues

--------------------------------------------
http://www.passo-a-rezar.net/       meditações cristãs
http://www.descubriter.com/pt/             Rota Europeia dos Descobrimentos
http://www.psd.pt/ Homepage - “Povo Livre” - Arquivo - PDF
http://www.radiosim.pt/        18,30h – terço todos os dias
(livros, música, postais, … cristãos)
Página 1          (jornal online gratuito)
http://www.livestream.com/stantonius         16h20 – terço;  17h00 – missa  (hora de Lisboa)        http://www.santo-antonio.webnode.pt/