sábado, 8 de agosto de 2015

Cristianismo 118 até 08-08-2015



EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68

Domingo, dia 02 de Agosto de 2015

18º Domingo do Tempo Comum - Ano B


Festa da Igreja :
XVIII Domingo do Tempo Comum (semana II do saltério)
Santo do dia :
S. Pedro Julião Eymard, presbítero, +1868, S. Gaudêncio de Évora, mártir, séc. II?, Santo Eusébio de Vercelli, bispo, +370

Livro de Êxodo 16,2-4.12-15.
Naqueles dias, toda a comunidade dos filhos de Israel começou a murmurar no deserto contra Moisés e Aarão.
Disseram-lhes os filhos de Israel: «Antes tivéssemos morrido às mãos do Senhor na terra do Egipto quando estávamos sentados ao pé das panelas de carne e comíamos pão até nos saciarmos. Trouxestes-nos a este deserto para deixar morrer à fome toda esta multidão».
Então o Senhor disse a Moisés: «Vou fazer que chova para vós pão do céu. O povo sairá para apanhar a quantidade necessária para cada dia. Vou assim pô-lo à prova para ver se segue ou não a minha lei.
Eu ouvi as murmurações dos filhos de Israel. Vai dizer-lhes: ‘Ao cair da noite comereis carne e de manhã saciar-vos-eis de pão. Então reconhecereis que Eu sou o Senhor, vosso Deus’».
Nessa tarde apareceram codornizes que cobriram o acampamento e na manhã seguinte havia uma camada de orvalho em volta do acampamento.
Quando essa camada de orvalho se evaporou, apareceu à superfície do deserto uma substância granulosa, fina como a geada sobre a terra.
Quando a viram, os filhos de Israel perguntaram uns aos outros: «Man-hu?», quer dizer: «Que é isto?», pois não sabiam o que era. Disse-lhes então Moisés: «É o pão que o Senhor vos dá em alimento».
Livro de Salmos 78(77),3.4bc.23-24.25.54.
Nós ouvimos e aprendemos,
os nossos pais nos contaram
os louvores do Senhor e o seu poder
e as maravilhas que Ele realizou.

Deu suas ordens às nuvens do alto
e abriu as portas do céu;
para alimento fez chover o maná,
deu-lhes o pão do céu.

O homem comeu o pão dos fortes!
Mandou-lhes comida com abundância
e introduziu-os na sua terra santa,
na montanha que a sua direita conquistou.


Carta aos Efésios 4,17.20-24.
Irmãos: Eis o que vos digo e aconselho em nome do Senhor: Não torneis a proceder como os pagãos que vivem na futilidade dos seus pensamentos.
Não foi assim que aprendestes a conhecer  Jesus Cristo,
se é que d’Ele ouvistes pregar e sobre Ele fostes instruídos conforme a verdade que está em Jesus.
É necessário abandonar a vida de outrora e pôr de parte o homem velho, corrompido por desejos enganadores.
Renovai-vos pela transformação espiritual da vossa inteligência
e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus na justiça e santidade verdadeiras.
Evangelho segundo S. João 6,24-35.
Naquele tempo, quando a multidão viu que nem Jesus Cristo nem os seus discípulos estavam à beira do lago, subiram todos para as barcas e foram para Cafarnaum, à procura de Jesus.
Ao encontrá-l’O no outro lado do mar, disseram-Lhe: «Mestre, quando chegaste aqui?».
Jesus Cristo respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: vós procurais-Me, não porque vistes milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes saciados.
Trabalhai, não tanto pela comida que se perde, mas pelo alimento que dura até à vida eterna e que o Filho do homem vos dará. A Ele é que o Pai, o próprio Deus, marcou com o seu selo».
Disseram-Lhe então: «Que devemos nós fazer para praticar as obras de Deus?».
Respondeu-lhes Jesus Cristo: «A obra de Deus consiste em acreditar n’Aquele que Ele enviou».
Disseram-Lhe eles: «Que milagres fazes Tu para que nós vejamos e acreditemos em Ti? Que obra realizas?
No deserto os nossos pais comeram o maná, conforme está escrito: ‘Deu-lhes a comer um pão que veio do Céu’».
Jesus Cristo respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do Céu; meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão do Céu.
O pão de Deus é o que desce do Céu para dar a vida ao mundo».
Disseram-Lhe eles: «Senhor, dá-nos sempre desse pão».
Jesus Cristo respondeu-lhes: «Eu sou o pão da vida: quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem acredita em Mim nunca mais terá sede».


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos -
www.capuchinhos.org

Comentário do dia:
São João Paulo II (1920-2005), papa
Carta Encíclica «Ecclesia de Eucharistia», 1
«Eu sou o pão da vida»
A Igreja vive da Eucaristia. Esta verdade não exprime apenas uma experiência diária de fé, mas contém em síntese o próprio núcleo do mistério da Igreja. É com alegria que a Igreja experimenta, de diversas maneiras, a realização incessante desta promessa: «Eu estarei sempre convosco até ao fim do mundo» (Mt 28,20); mas, na Sagrada Eucaristia, pela conversão do pão e do vinho no Corpo e no Sangue do Senhor, ela goza desta presença com uma intensidade sem par. Desde o Pentecostes, quando a Igreja, povo da nova aliança, iniciou a sua peregrinação para a pátria celeste, este sacramento divino foi ritmando os seus dias, enchendo-os de consoladora esperança.
O Concílio Vaticano II justamente afirmou que o sacrifício eucarístico é «fonte e centro de toda a vida cristã» (LG 11). Com efeito, «na santíssima Eucaristia, está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Jesus Cristo, a nossa Páscoa e o pão vivo que dá aos homens a vida mediante a sua carne vivificada e vivificadora pelo Espírito Santo» (PO 5). Por isso o olhar da Igreja volta-se continuamente para o seu Senhor, presente no Sacramento do altar, onde descobre a plena manifestação do seu amor.

Segunda-feira, dia 03 de Agosto de 2015

Segunda-feira da 18ª semana do Tempo Comum


Santo do dia :
Santa Lídia, + cerca de 60

Livro de Números 11,4b-15.
Naqueles dias, disseram os filhos de Israel: «Quem nos dará carne para comer?
Temos saudades do peixe que no Egipto comíamos de graça e dos pepinos, melões, bolbos, cebolas e alhos.
Agora temos a garganta seca; falta-nos tudo. Não vemos senão o maná».
O maná era como a semente do coentro e tinha o aspecto da goma-resina.
O povo dispersava-se para o apanhar; depois passava-o pelo moinho ou pisava-o no almofariz; por fim cozia-o na panela e fazia bolos. Tinha o sabor dos bolos de azeite.
Quando à noite, o orvalho caía sobre o acampamento, caía também o maná.
Moisés ouviu chorar o povo, agrupado por famílias, cada qual à entrada da sua tenda. A ira do Senhor inflamou-se fortemente e Moisés sentiu um grande desgosto.
Dirigiu-se então ao Senhor, dizendo: «Porque tratais mal o vosso servo e não encontrei graça a vossos olhos? Porque me destes o encargo de todo este povo?
Porventura fui eu que concebi este povo? Fui eu que o dei à luz para que me digais: ‘Toma este povo nos braços como a ama leva a criança ao colo e leva-o para a terra que Eu jurei dar a seus pais’?
Onde poderei encontrar carne para dar a todo este povo que vem chorar para junto de mim, dizendo: ‘Dá-nos carne para comer’?
Não posso sozinho ter o encargo de todo este povo: é excessivamente pesado para mim.
Se quereis tratar-me desta forma, dai-me antes a morte. Se encontrei graça a vossos olhos que eu não veja mais esta desventura!».
Livro de Salmos 81(80),12-13.14-15.16-17.
O meu povo não ouviu a minha voz,
Israel não Me quis obedecer.

Por isso os entreguei à dureza do seu coração
e eles seguiram os seus caprichos.

Ah, se o meu povo Me escutasse,
se Israel seguisse os meus caminhos,

num instante esmagaria os seus inimigos,
deixaria cair a mão sobre os seus adversários.

Os inimigos do Senhor obedeceriam ao meu povo,
tal seria para sempre o seu destino.

Alimentaria o meu povo com a flor da farinha
e saciá-lo-ia com o mel dos rochedos.


Evangelho segundo S. Mateus 14,13-21.
Naquele tempo, quando Jesus Cristo ouviu dizer que João Baptista tinha sido morto, retirou-Se num barco para um local deserto e afastado. Mas logo que as multidões o souberam, deixando as suas cidades, seguiram-n’O por terra.
Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de compaixão, curou os seus doentes.
Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se de Jesus Cristo e disseram-Lhe: «Este local é deserto e a hora avançada. Manda embora toda esta gente para que vá às aldeias comprar alimento».
Mas Jesus Cristo respondeu-lhes: «Não precisam de se ir embora; dai-lhes vós de comer».
Disseram-Lhe eles: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes».
Disse Jesus Cristo: «Trazei-mos cá».
Ordenou então à multidão que se sentasse na relva. Tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e recitou a bênção. Depois partiu os pães e deu-os aos discípulos e os discípulos deram-nos à multidão.
Todos comeram e ficaram saciados. E dos pedaços que sobraram, encheram doze cestos.
Ora os que comeram eram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos -
www.capuchinhos.org

Comentário do dia:
São Beda, o Venerável (c. 673-735), monge beneditino, doutor da Igreja
Comentário sobre o evangelho de Marcos, 2; CCL 120, 510-511
«Vou conduzi-la ao deserto e aí lhe falarei ao coração» (Os 2, l6)

Mateus dá mais explicações [do que Marcos] sobre o modo como Jesus Cristo teve piedade da multidão quando diz: «cheio de compaixão, curou os seus doentes». Porque ter compaixão dos pobres e daqueles que não têm pastor é precisamente abrir-lhes o caminho da verdade, instruindo-os; é fazer desaparecer as suas enfermidades físicas, sarando-as, mas é também alimentá-los quando têm fome e assim encorajá-los a louvar a generosidade do Senhor Deus. Foi o que Jesus Cristo fez. [...]
Mas Ele também pôs à prova a fé da multidão e, tendo-a provado, deu-lhe uma recompensa proporcional. Efectivamente Ele procurou um lugar isolado para ver se as pessoas tinham o desejo de O seguir. E elas seguiram-No: tomaram a toda a pressa o caminho do deserto, não de burro ou em veículos, mas a pé, mostrando assim, através do seu esforço pessoal, a grande preocupação que tinham com a sua salvação.
Por seu lado, Jesus Cristo acolheu esta gente fatigada. Como Salvador e médico cheio de poder e de bondade, instruiu os ignorantes, curou os doentes e alimentou os famintos, manifestando assim quanta alegria Lhe dá o amor dos que crêem.

Terça-feira, dia 04 de Agosto de 2015

Terça-feira da 18ª semana do Tempo Comum


Santo do dia :
S. João Maria Vianney, presbítero, +1859

Livro de Números 12,1-13.
Naqueles dias, Maria e Aarão censuraram Moisés por causa da mulher etíope que ele tomara como esposa.
Eles disseram-lhe: «Foi somente a Moisés que o Senhor falou? Não nos falou também a nós?». E o Senhor ouviu.
Moisés era homem muito humilde, mais humilde do que todos os homens sobre a face da terra.
Subitamente o Senhor disse a Moisés, a Aarão e a Maria: «Vinde, todos três, à Tenda da Reunião». E os três puseram-se a caminho.
O Senhor desceu numa coluna de nuvem e ficou à entrada da Tenda. Chamou Aarão e Maria e eles aproximaram-se.
Disse-lhes o Senhor: «Escutai bem as minhas palavras: Se há entre vós algum profeta, revelo-me a ele numa visão ou falo com ele em sonhos.
Mas não procedo assim com o meu servo Moisés: ele é o homem de confiança em toda a minha casa.
Eu falo com ele face a face, em visão directa e não por enigmas; ele vê a imagem do Senhor. Porque ousastes censurar o meu servo Moisés?».
A ira do Senhor inflamou-se contra eles e o Senhor retirou-Se
enquanto a nuvem se afastava da Tenda. Maria cobriu-se de lepra, branca como a neve. Aarão voltou-se para ela e viu que estava leprosa.
Aarão disse a Moisés: «Por piedade, meu senhor! Não deixes cair sobre nós a culpa do pecado que tivemos a loucura de cometer.
Que ela não fique semelhante à criança que nasce morta com o corpo meio corroído ao sair do ventre materno!»
Então Moisés clamou ao Senhor: «Por piedade, Senhor Deus, curai-a».
Livro de Salmos 51(50),3-4.5-6a.6bc-7.12-13.
Compadecei-Vos de mim, ó Deus, pela vossa bondade,
pela vossa grande misericórdia, apagai os meus pecados.
Lavai-me de toda a iniquidade
e purificai-me de todas as faltas.

Porque eu reconheço os meus pecados
e tenho sempre diante de mim as minhas culpas.
Pequei contra Vós, só contra Vós,
e fiz o mal diante dos vossos olhos.

Assim é justa a vossa sentença
e recto o vosso julgamento.
Porque eu nasci na culpa
e minha mãe concebeu-me em pecado.

Criai em mim, ó Senhor Deus, um coração puro
e fazei nascer dentro de mim um espírito firme.
Não queirais repelir-me da vossa presença
e não retireis de mim o vosso espírito de santidade.

Evangelho segundo S. Mateus 14,22-36.
Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus Crist obrigou os discípulos a subir para o barco e a esperá-l’O na outra margem enquanto Ele despedia a multidão.
Logo que a despediu, subiu a um monte para orar a sós. Ao cair da tarde, estava ali sozinho.
O barco ia já no meio do mar, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário.
Na quarta vigília da noite, Jesus Cristo foi ter com eles, caminhando sobre o mar.
Os discípulos, vendo-O a caminhar sobre o mar, assustaram-se, pensando que fosse um fantasma. E gritaram cheios de medo.
Mas logo Jesus Cristo lhes dirigiu a palavra, dizendo: «Tende confiança. Sou Eu. Não temais».
Respondeu-Lhe Pedro: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas».
«Vem!» __ disse Jesus Cristo. Então Pedro desceu do barco e caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus Cristo (o Filho).
Mas, sentindo a violência do vento e começando a afundar-se, gritou: «Salva-me, Senhor!».
Jesus Cristo estendeu-lhe logo a mão e segurou-o. Depois disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?».
Logo que subiram para o barco, o vento amainou.
Então os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus Cristo e disseram-Lhe: «Tu és verdadeiramente o Filho de Deus».
Depois fizeram a travessia e vieram para terra em Genesaré.
Os homens do lugar reconheceram Jesus Cristo e mandaram avisar toda aquela região. Trouxeram-Lhe todos os doentes
e pediam que os deixasse tocar ao menos na orla do seu manto. E quantos lhe tocaram, foram completamente curados.


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos -
www.capuchinhos.org

Comentário do dia:
Orígenes (c. 185-253), presbítero, teólogo
Comentário ao Evangelho segundo Mateus
A noite da fé
Se um dia formos assaltados por provas inevitáveis, lembremo-nos de que foi Jesus Cristo quem nos ordenou que embarcássemos e que Ele quer que O precedamos «na outra margem». Com efeito, quem não suportou a provação das vagas e dos ventos contrários não pode chegar a essa margem. Por isso, quando nos virmos rodeados por múltiplas e penosas dificuldades, cansados de navegar por entre elas com a pobreza dos nossos recursos, imaginemos que a nossa barca está no meio do mar, sacudida por vagas que querem ver-nos «naufragar na fé» (1Tim 1,19) ou em qualquer outra virtude. E se virmos o sopro do maligno encarniçar-se contra as nossas posições, imaginemos que nesse momento o vento nos é contrário.
Assim, pois, quando, no meio destes sofrimentos, tivermos conseguido aguentar as longas horas da noite escura que reina nos momentos de provação, quando tivermos lutado com todas as nossas forças para evitar o naufrágio da fé [...], tenhamos a certeza de que, ao fim da noite, quando a noite for avançada e despontar o dia (cf Rom 13,12), o Filho de Deus virá até junto de nós, caminhando sobre as águas para pacificar o mar. 

Quarta-feira, dia 05 de Agosto de 2015

Nossa Senhora de África, padroeira do continente africano


Festa da Igreja :
Dedicação da Basílica de Santa Maria MaiorNossa Senhora de África, festa em África
Santo do dia :
Santo Osvaldo, rei, +642

Livro de 1º Crónicas 15,3-4.15-16.16,1-2.
David convocou todo o Israel em Jerusalém para trasladar a arca do Senhor para o lugar que lhe havia preparado. Reuniu também os filhos de Aarão e os levitas. E os filhos de Levi, como Moisés ordenara segundo a Palavra do Senhor, conduziram a arca de Deus aos ombros por meio de varais. David disse aos chefes dos levitas que escolhessem, entre os seus irmãos, cantores com instrumentos de música – cítaras, harpas e címbalos – em sinal de regozijo. Conduziram, pois a arca de Deus e colocaram-na no meio da tenda que David tinha levantado e ofereceram, na presença de Deus, holocaustos e sacrifícios de comunhão.

Livro de Salmos 113(112),1-8.
Louvai, servos do Senhor,
louvai o nome do Senhor.
Bendito seja o nome do Senhor
agora e para sempre.

Desde o nascer ao pôr do sol,
seja louvado o nome do Senhor.
O Senhor domina sobre todos os povos,
a sua glória está acima dos céus.

Quem se compara ao Senhor, nosso Deus,
que tem o seu trono nas alturas
e Se inclina lá do alto
a olhar o céu e a Terra?

Levanta do pó o indigente
e tira o pobre da miséria
para o fazer sentar com os grandes,
com os grandes do seu povo.

Evangelho segundo S. Mateus 12,46-50.
Naquele tempo, enquanto Jesus Cristo estava a falar à multidão, chegaram sua Mãe e seus irmãos. Ficaram do lado de fora e queriam falar-Lhe.
Alguém Lhe disse: «Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo».
Mas Jesus Cristo respondeu a quem O avisou: «Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?».
E apontando para os discípulos, disse: «Estes são a minha mãe e os meus irmãos:
todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe».
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org

Comentário do dia:
São Rafael Arnaiz Barón (1911-1938), monge trapista espanhol
Escritos espirituais 10/4/1938
«Todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está no Céu, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe»
Querer somente o que Deus quer é lógico para nós, que estamos verdadeiramente apaixonado por Ele. Fora dos seus desejos, nada desejamos e, se desejássemos, era apenas o que é conforme à sua vontade; se assim não fosse, a nossa vontade não estaria unida à sua. Mas, se estivermos verdadeiramente unidos, por amor, à sua vontade, não desejaremos nada que Ele não deseje, não amaremos nada que Ele não ame e, abandonados à sua vontade, ser-nos-á indiferente o que Ele nos envie ou onde nos coloque. Tudo o que Ele quiser de nós ser-nos-á, não apenas indiferente mas, mais do que isso, agradável.  (porque Deus só não quer o que provém do mal)
Não sei se me engano no que digo; submeto-me em tudo Àquele que entende estas coisas; digo somente o que sinto. Na verdade, não desejo mais nada a não ser amá-Lo e entrego tudo o resto nas suas mãos. Faça-se a sua vontade! Cada dia me sinto mais feliz no meu completo abandono nas suas mãos.

Quinta-feira, dia 06 de Agosto de 2015

Transfiguração do Senhor – Festa - Ano B


Festa da Igreja :
Transfiguração do Senhor
Santo do dia :
S. Justo e S. Pastor, estudantes, mártires, +304

Livro de Daniel 7,9-10.13-14.  (visão)
Estava eu a olhar,  quando foram colocados tronos e um Ancião sentou-se. As suas vestes eram brancas como a neve e os cabelos como a lã pura. O seu trono eram chamas de fogo com rodas de lume vivo.
Um rio de fogo corria, irrompendo diante dele. Milhares de milhares o serviam e miríades de miríades o assistiam. O tribunal abriu a sessão e os livros foram abertos.
Contemplava eu as visões da noite quando, sobre as nuvens do céu, veio alguém semelhante a um filho do homem. Dirigiu-Se para o Ancião venerável e conduziram-no à sua presença.
Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos e nações O serviram. O seu poder é eterno que nunca passará e o seu reino jamais será destruído.
Livro de Salmos 97(96),1-2.5-6.9.
O Senhor é rei: exulte a terra, rejubile a multidão das ilhas.
Ao seu redor, nuvens e trevas;
a justiça e o direito são a base do seu trono.

Derretem-se os montes como cera diante do Senhor de toda a Terra.
Os céus proclamam a sua justiça e todos os povos contemplam a sua glória.

Vós, Senhor, sois o Altíssimo sobre toda a Terra,
estais acima de todos os seres celestes.


Evangelho segundo S. Mateus 17,1-9.
Naquele tempo, Jesus Cristo tomou consigo Pedro, Tiago e seu irmão João e levou-os, só a eles, a um alto monte.
Transfigurou-se diante deles (fez sobressair o ser celeste que o habitava – o Filho): o seu rosto resplandeceu como o Sol e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz.
Nisto apareceram Moisés e Elias a conversar com Ele.
Tomando a palavra, Pedro disse a Jesus Cristo: «Senhor, é bom estarmos aqui; se quiseres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias.»
Ainda ele estava a falar, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra e uma voz (Deus) dizia da nuvem (Pai): «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado. Escutai-o.»
Ao ouvirem isto, os discípulos caíram com a face por terra, muito assustados.
Aproximando-se deles, Jesus Cristo tocou-lhes, dizendo: «Levantai-vos e não tenhais medo.»
Erguendo os olhos, os discípulos apenas viram Jesus Cristo e mais ninguém.
Enquanto desciam do monte, Jesus Cristo ordenou-lhes: «Não conteis a ninguém o que acabastes de ver até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos.»
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Comentário do dia:
Santo Efrém (c. 306-373), diácono da Síria, doutor da Igreja
Opera Omnia, p. 41
«Este é o meu Filho muito amado»
Simão Pedro diz: «Senhor, é bom estarmos aqui.» Que dizes, Pedro? Se ficarmos aqui, quem realizará o que predisseram os profetas. Quem confirmará as palavras dos arautos? Quem levará a bom termo os mistérios dos justos? Se ficarmos aqui, a quem se referirão as palavras: «Trespassaram as minhas mãos e os meus pés»? A quem se aplicarão as afirmações: «Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sortes sobre a minha túnica» (Sl 21,17.19; Jo 19,24)? Quem realizará o anúncio do salmo: «Deram-Me fel em vez de comida e vinagre quando tive sede» (68,22; Mt 27,34; Jo 19,29)? Quem dará vida à expressão: «Estou abandonado entre os mortos» (Sl 87,6)? Como se consumarão as minhas promessas, como construiremos a Igreja?
E Pedro diz mais: façamos «aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias». Enviado para erigir a Igreja no mundo, Pedro quer levantar três tendas na montanha. Ainda não vê a Jesus Cristo senão como homem e classifica-O juntamente com Moisés e com Elias. Mas Jesus Cristo vai mostrar-lhe que não precisa de tenda nenhuma; que, durante quarenta anos, Ele próprio erguera para os Patriarcas no deserto uma tenda de nuvem (Ex 40,34).
«Ainda ele estava a falar quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra». Vês, Simão, esta tenda montada sem esforço? Ela afasta o calor sem impor as trevas, é uma tenda brilhante e resplandecente! Estando os discípulos surpreendidos, uma voz vinda do céu faz-Se ouvir da nuvem: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado. Escutai-O.» [...] Era o Pai a ensinar aos discípulos que a missão de Moisés estava concluída e que, de então em diante, era ao Filho que deveriam escutar. Na montanha, o Pai revelou aos apóstolos aquilo que ainda lhes estava oculto: «Aquele que é» revelou «Aquele que é» (Ex 3,14), o Pai deu a conhecer o seu Filho.

Sexta-feira, dia 07 de Agosto de 2015

Sexta-feira da 18ª semana do Tempo Comum

Moisés falou ao povo, dizendo: «Interroga os tempos antigos que te precederam, desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra. Dum extremo ao outro dos céus, sucedeu alguma vez coisa tão prodigiosa? Ouviu-se porventura palavra semelhante?
Que povo escutou como tu a voz de Deus a falar do meio do fogo e continuou a viver?
Qual foi o deus que formou para si uma nação no meio de outra nação, por meio de provas, sinais, prodígios e combates, com mão forte e braço estendido juntamente com tremendas maravilhas como fez por vós o Senhor vosso Deus no Egipto, diante dos vossos olhos?
Foi a ti que Ele mostrou estes factos para reconheceres que o Senhor é Deus e não há outro fora d’Ele.
Do céu fez ouvir a sua voz para te ensinar; na terra mostrou-te o seu grande fogo e do meio do fogo ouviste as suas palavras.
E porque Ele amava os teus pais e depois deles escolheu a sua descendência, fez-te sair do Egipto pela sua presença e pelo seu poder,
despojando à tua frente nações maiores e mais fortes do que tu para te introduzir na sua terra e conceder-ta como herança como hoje se verifica.
Considera hoje e medita em teu coração que o Senhor é o único Deus no alto dos céus e cá em baixo na Terra e não há outro.
Cumprirás as suas leis e os seus mandamentos que hoje te prescrevo para seres feliz, tu e os teus filhos depois de ti, e tenhas longa vida na terra que o Senhor teu Deus te vai dar para sempre».
Livro de Salmos 77(76),12-13.14-15.16.21.
Recordarei os feitos gloriosos do Senhor,
quero recordar os antigos prodígios.

Quero lembrar todas as vossas façanhas
e meditar nas vossas obras.

Senhor Deus, santos são os vossos caminhos.
Que divindade é tão grande como o Senhor?

Vós sois o Deus que realiza maravilhas,
que manifestou entre as nações o seu poder.

Resgatastes o vosso povo com o vosso braço,
os filhos de Jacob e de José.

Conduzistes o vosso povo como um rebanho
pela mão de Moisés e Aarão.


Evangelho segundo S. Mateus 16,24-28.
Naquele tempo, disse Jesus Cristo aos seus discípulos: «Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me,
pois quem quiser salvar a sua vida (natural), há-de perdê-la (vida eterna); mas quem perder a sua vida (natural) por minha causa, há-de encontrá-la (vida eterna).
Na verdade, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida (celeste)? Que poderá dar o homem em troca da sua vida (celeste)?
O Filho do homem há-de vir na glória de seu Pai com os seus Anjos e então dará a cada um segundo as suas obras.
Em verdade vos digo: Alguns dos que estão aqui presentes não morrerão, antes de verem chegar o Filho do homem na glória do seu reino». (fala da Sua ressurreição e Ascensão. Aqueles tempos eram de fim do mundo vigente até então e uma nova Era iria surgir posteriormente)


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos -
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Comentário do dia:
São (Padre) Pio de Pietrelcina (1887-1968), capuchinho
FSP, 119; Ep 3,441; CE, 21; Ep 3,413
«Tome a sua cruz e siga-Me»
Durante a tua vida, Jesus Cristo não te pede que carregues com Ele todo o peso da sua cruz que é uma cruz pesada, mas apenas uma pequena parte dele, aceitando os teus sofrimentos (a tua cruz; outros diriam karma). Nada tens a temer. Pelo contrário, considera-te muito feliz por teres sido julgado digno de participar nos sofrimentos do Filho (Homem). Não penses que Deus te abandonou ou que está a castigar-te; pelo contrário, Ele está a dar-te uma prova do seu amor, do seu grande amor. Deves agradecer-Lho e resignar-te a beber o cálice do Getsemani.
Por vezes, o Senhor faz-te sentir o peso da cruz. Esse peso parece-te insuportável e, contudo tu carrega-lo porque o Senhor, que é cheio de amor e de misericórdia, te estende a sua mão e te dá as forças de que precisas para tal. Perante a falta de piedade dos homens, o Senhor tem necessidade de pessoas que sofram com Ele. É por isso que me conduz às vias dolorosas de que me falas na tua carta. Mas que Ele seja bendito para sempre porque o seu amor leva a doçura para o meio da amargura e transforma os sofrimentos passageiros desta vida em méritos para a eternidade.

Sábado, dia 08 de Agosto de 2015

Sábado da 18ª semana do Tempo Comum


Santo do dia :
S. Domingos de Gusmão, presbítero, fundador, +1221

Livro de Deuteronómio 6,4-13.
Moisés falou ao povo, dizendo: «Escuta, Israel: o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor.
Amarás o Senhor Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças.
As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração.
Hás-de recomendá-las a teus filhos e delas falarás quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
Hás-de atá-las ao braço como um sinal, prendê-las na fronte diante dos teus olhos
e gravá-las nos umbrais da tua casa e nas portas da tua cidade.
Quando o Senhor Deus te introduzir na terra que a teus pais Abraão, Isaac e Jacob, jurou dar-te, terás grandes e belas cidades que tu não construíste,
casas repletas de toda a espécie de bens que tu não acumulaste, cisternas abertas que tu não escavaste, vinhas e olivais que tu não plantaste. Quando tiveres comido até à saciedade,
não te esqueças do Senhor que te fez sair da terra do Egipto, da casa da escravidão.
Só ao Senhor Deus deves adorar, só a Ele servir».
Livro de Salmos 18(17),2-3a.3bc-4.47.51ab.
Eu Vos amo, Senhor, minha força,
minha fortaleza, meu refúgio e meu libertador.

Senhor Deus, auxílio em que ponho a minha confiança,
sois meu protector, minha defesa e meu salvador.
Invoquei o Senhor — louvado seja Ele —
e fiquei salvo de meus inimigos.
Viva o Senhor, bendito seja o meu protector;
exaltado seja Deus, meu Salvador.
O Senhor dá ao seu Rei grandes vitórias
e usa de bondade para com o seu Ungido.


Evangelho segundo S. Mateus 17,14-20.
Naquele tempo, aproximou-se de Jesus Cristo um homem que se ajoelhou diante d’Ele e Lhe disse:
«Senhor, tem compaixão do meu filho porque é epilético e sofre muito; cai frequentemente no fogo e muitas vezes na água.
Apresentei-o aos teus discípulos, mas eles não puderam curá-lo».
Jesus Cristo respondeu: «Oh geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando terei de vos suportar? Trazei-mo aqui». (eles procuravam-no para ficar bem, mas não se convertiam, isto é, não deixavam de praticar o mal. Portanto todo o esforço de Jesus Cristo parecia inútil e isso exasperava-O)
Jesus Cristo ameaçou o demónio que saiu do menino e este ficou curado a partir daquele momento.
Então os discípulos aproximaram-se de Jesus Cristo e perguntaram-Lhe em particular: «Por que motivo não pudemos nós expulsá-lo?».
Jesus Cristo respondeu-lhes: «Por causa da vossa pouca fé. Em verdade vos digo: se tiverdes fé comparável a um grão de mostarda, direis a este monte: ‘Muda-te daqui para acolá’ e ele há-de mudar-se. E nada vos será impossível».


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos -
www.capuchinhos.org

Comentário do dia:

São Cirilo de Jerusalém (313-350), bispo de Jerusalém, doutor da Igreja
Catequese baptismal 5, 10-11
«Aumenta a nossa fé» (Lc 17,5)
A palavra «fé» tem um duplo significado. Há, na verdade, um aspecto da fé que diz respeito aos dogmas e que consiste em concordar com uma dada verdade. Este aspecto da fé é proveitoso para a alma, segundo a palavra do Senhor: «Quem ouve a minha palavra e crê naquele que Me enviou tem a vida eterna» (Jo 5,24). [...]
Mas há um segundo aspecto da fé: é a fé que nos foi dada por Jesus Cristo como carisma gratuitamente como dom espiritual. «A um é dada, pela acção do Espírito, uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de ciência, segundo o mesmo Espírito; a outro, a fé, no mesmo Espírito; a outro, o dom das curas, no único Espírito» (1Cor 12,8-9). Esta fé que nos é dada como graça pelo Espírito Santo não é, pois apenas uma fé dogmática, mas tem também o poder de realizar coisas que ultrapassam as forças humanas. Quem possui essa fé dirá «a este monte: “Tira-te daí e lança-te ao mar” [...], assim acontecerá», pois quando alguém pronunciar esta palavra com fé «e não vacilar em seu coração, mas acreditar que o que diz se vai realizar» (Mc 11,23), recebe a graça da sua realização. É desta fé que foi dito: se tivésseis fé «como um grão de mostarda». Na verdade, o grão de mostarda é muito pequeno, mas tem em si uma energia fogosa; semente minúscula, desenvolve-se a ponto de estender os seus longos ramos e de até poder abrigar as aves do céu (cf Mt 13,32). Do mesmo modo, a fé realiza numa alma os maiores feitos num piscar de olhos.
Quando está iluminada pela fé, a alma representa Deus diante de si e contempla-O tanto quanto possível. Abarca os limites do universo e, antes do fim dos tempos, já vê o julgamento e o cumprimento das promessas. Tu, portanto possui essa fé que depende de Deus e que te leva a Ele; então receberás d'Ele essa fé que age para além das forças humanas.
©

Os meus filmes

1.º – As Amendoeiras em Flor e o Corridinho Algarvio.wmv           http://www.youtube.com/watch?v=NtaRei5qj9M&feature=youtu.be
2.º – O Cemitério de Lagos
3.º – Lagos e a sua Costa Dourada
4.º – Natal de 2012
5.º – Tempo de Poesia
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Os meus blogues

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sábado, 1 de agosto de 2015

Cristianismo 117 até 01-08-2015


"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68

Domingo, dia 26 de Julho de 2015

17º Domingo do Tempo Comum - Ano B

Naqueles dias, veio um homem da povoação de Baal-Salisa e trouxe a Eliseu, o homem de Deus, pão feito com os primeiros frutos da colheita. Eram vinte pães de cevada e trigo novo no seu alforge. Eliseu disse: «Dá-os a comer a essa gente».
O servo respondeu: «Como posso com isto dar de comer a cem pessoas?». Eliseu insistiu: «Dá-os a comer a essa gente porque assim fala o Senhor: ‘Comerão e ainda há de sobrar’».
Deu-lhos e eles comeram e ainda sobrou segundo a palavra do Senhor.
Livro de Salmos 145(144),10-11.15-16.17-18.
Agradeçam-Vos, Senhor, todas as criaturas
e bendigam-Vos os vossos fiéis.
Proclamem a glória do vosso reino
e anunciem os vossos feitos gloriosos.

Todos têm os olhos postos em Vós
e a seu tempo lhes dais o alimento.
Abris as vossas mãos
e todos saciais generosamente.

O Senhor é justo em todos os seus caminhos
e perfeito em todas as suas obras.
O Senhor está perto de quantos O invocam,
de quantos O invocam em verdade.

Carta aos Efésios 4,1-6.
Irmãos: Eu, prisioneiro pela causa do Senhor, recomendo-vos que vos comporteis segundo a maneira de viver a que fostes chamados:
procedei com toda a humildade, mansidão e paciência; suportai-vos uns aos outros com caridade;
empenhai-vos em manter a unidade de espírito pelo vínculo da paz.
Há um só Corpo e um só Espírito como há uma só esperança na vida a que fostes chamados.
Há um só Senhor, uma só fé, um só Baptismo.
Há um só Deus e Pai de todos que está acima de todos, actua em todos e em todos Se encontra.
Evangelho segundo S. João 6,1-15.
Naquele tempo, Jesus Cristo partiu para o outro lado do mar da Galileia ou de Tiberíades.
Seguia-O numerosa multidão por ver os milagres que Ele realizava nos doentes.
Jesus Cristo subiu a um monte e sentou-Se aí com os seus discípulos.
Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus.
Erguendo os olhos e vendo que uma grande multidão vinha ao seu encontro, Jesus Cristo disse a Filipe: «Onde havemos de comprar pão para lhes dar de comer?».
Dizia isto para o experimentar, pois Ele bem sabia o que ia fazer.
Respondeu-Lhe Filipe: «Duzentos denários de pão não chegam para dar um bocadinho a cada um».
Disse-Lhe um dos discípulos, André, irmão de Simão Pedro:
«Está aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes, mas que é isso para tanta gente?».
Jesus Cristo respondeu: «Mandai-os sentar». Havia muita erva naquele lugar e os homens sentaram-se em número de uns cinco mil (não contaram nem as mulheres nem as crianças).
Então Jesus  Cristo tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, fazendo o mesmo com os peixes e comeram quanto quiseram.
Quando ficaram saciados, Jesus  Cristo disse aos discípulos: «Recolhei os bocados que sobraram para que nada se perca».
Recolheram-nos e encheram doze cestos com os bocados dos cinco pães de cevada que sobraram aos que tinham comido.
Quando viram o milagre que Jesus Cristo fizera, aqueles homens começaram a dizer: «Este é, na verdade, o Profeta que estava para vir ao mundo».
Mas Jesus Cristo, sabendo que viriam buscá-l’O para O fazerem rei, retirou-Se novamente sozinho para o monte.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org

Comentário do dia:
Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
Comentário sobre o evangelho de João, 24,1
«Ele veste os céus de nuvens, prepara a chuva para a terra; faz brotar a erva sobre os montes e as plantas úteis ao homem» (Sl 146, 8)
Os milagres realizados por Nosso Senhor Jesus Cristo são obras verdadeiramente divinas; eles dispõem a inteligência humana para conhecer Deus a partir do que é visível, pois os nossos olhos tornaram-se incapazes de O ver em consequência da sua própria natureza. Com efeito, os milagres que Deus opera para governar o universo e organizar toda a sua criação, à força de se repetirem, perderam de tal modo o seu valor que quase ninguém se dá ao trabalho de reparar que obra maravilhosa e surpreendente Ele realiza num qualquer grãozinho de semente.
É por isso que, na sua benevolência, Ele Se reserva a possibilidade de realizar, no momento escolhido, algumas acções fora do curso normal das coisas. É que aqueles que menosprezam as maravilhas de todos os dias ficam estupefactos à vista de obras que saem do normal e todavia nem reparam naquelas. Governar o universo é na verdade um milagre maior do que saciar cinco mil homens com cinco pães! E contudo ninguém se espanta com isso. [...] Com efeito, quem alimenta ainda hoje o universo senão Aquele que, com alguns grãos, cria as ceifas?
Jesus Cristo age, pois em Deus. É pelo seu poder divino que faz sair abundantes colheitas de um pequeno número de grãos e foi por esse mesmo poder que multiplicou os cinco pães. As mãos de Jesus Cristo estavam cheias de poder. Esses cinco pães eram como que sementes que, mesmo não tendo sido lançadas à terra, foram multiplicadas por Aquele que fez o céu e a terra.

Segunda-feira, dia 27 de Julho de 2015

Segunda-feira da 17ª semana do Tempo Comum

Naqueles dias, Moisés desceu do monte Sinai, trazendo na mão as duas tábuas da Lei escritas de ambos os lados em uma e outra face.
As tábuas eram obra de Deus; a escritura era letra de Deus gravada nas tábuas.
Josué ouviu a vozearia do povo e disse a Moisés: «Há gritos de guerra no acampamento».
Moisés respondeu-lhe: «Não são gritos de vitória nem lamentos de derrota; o que eu oiço são vozes de gente a cantar».
Ao aproximar-se do acampamento, viu o bezerro e as danças. Então Moisés, inflamado em cólera, arremessou as tábuas e fê-las em pedaços no sopé do monte.
Pegou no bezerro que eles tinham fabricado, queimou-o e triturou-o até o reduzir a pó; espalhou-o na água e deu-a a beber aos filhos de Israel.
Moisés perguntou a Aarão: «Que te fez este povo para o induzires a pecado tão grave?».
Aarão respondeu-lhe: «Não se acenda a cólera do meu senhor. Bem sabes como este povo é inclinado para o mal.
Foram eles que me disseram: ‘Faz-nos um deus que vá à nossa frente porque a esse Moisés, o homem que nos fez sair da terra do Egipto, não sabemos o que lhe aconteceu’.
Então eu disse-lhes: ‘Quem tem ouro?’ Eles desfizeram-se do ouro que tinham e deram-mo. Depois eu lancei-o ao fogo e saiu este bezerro».
No dia seguinte, Moisés disse ao povo: «Vós cometestes um grande pecado, mas agora vou subir à presença do Senhor para ver se posso obter o perdão do vosso pecado».
Moisés voltou à presença do Senhor e disse-Lhe: «Este povo cometeu um grande pecado, fabricando um deus de ouro. Se quisésseis ainda perdoar-lhe este pecado...
Se não, peço que me risqueis do livro que escrevestes».
O Senhor respondeu a Moisés: «Riscarei do meu livro aquele que pecou contra Mim.
Agora vai e conduz o povo para onde Eu te disse que o meu Anjo irá à tua frente, mas no dia em que Eu tiver de intervir, castigarei o seu pecado».
Livro de Salmos 106(105),19-20.21-22.23.
Fizeram um bezerro no Horeb
e adoraram um ídolo de metal fundido.
Trocaram a sua glória
pela figura de um boi que come feno.

Esqueceram a Deus que os salvara,
que realizara prodígios no Egipto,
maravilhas na terra de Cam,
feitos gloriosos no Mar Vermelho.

E pensava já em exterminá-los,
se Moisés, o seu eleito,
não intercedesse junto d’Ele
e aplacasse a sua ira para não os destruir.

Evangelho segundo S. Mateus 13,31-35.
Naquele tempo, Jesus Cristo disse ainda à multidão a seguinte parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se ao grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo.
Sendo a menor de todas as sementes, depois de crescer, é a maior de todas as plantas da horta e torna-se árvore, de modo que as aves do céu vêm abrigar-se nos seus ramos».
Disse-lhes outra parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha até ficar tudo levedado».
Tudo isto disse Jesus Cristo em parábolas e sem parábolas nada lhes dizia
a fim de se cumprir o que fora anunciado pelo profeta que disse: «Abrirei a minha boca em parábolas, proclamarei verdades ocultas desde a criação do mundo».
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org

Comentário do dia:
Papa Francisco
Exortação apostólica «Evangelii Gaudium / A alegria do evangelho» §§111-114 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev.)
«O Reino do Céu é semelhante ao fermento»
Todo o povo de Deus anuncia o evangelho. A evangelização é dever da Igreja. Este sujeito da evangelização, porém é mais do que uma instituição orgânica e hierárquica; é, antes de tudo, um povo que peregrina para Deus. […]
A salvação que Deus realiza e a Igreja jubilosamente anuncia, é para todos e Deus criou um caminho para Se unir a cada um dos seres humanos de todos os tempos. Escolheu convocá-los como povo e não como seres isolados (Lumen Gentium 9). Ninguém se salva sozinho, isto é, nem como indivíduo isolado nem pelas suas próprias forças. Deus atrai-nos no respeito pela complexa trama de relações interpessoais que a vida numa comunidade humana pressupõe. Este povo que Deus escolheu para Si e convocou, é a Igreja. Jesus Cristo não diz aos Apóstolos para formarem um grupo exclusivo, um grupo de elite. Jesus Cristo diz: «Ide, pois fazei discípulos de todos os povos» (Mt 28,19) e São Paulo afirma que no povo de Deus, na Igreja, «não há judeu nem grego […] porque todos sois um só em Cristo Jesus» (Gal 3,28). Gostaria de dizer àqueles que se sentem longe de Deus e da Igreja, aos que têm medo e aos indiferentes: o Senhor também te chama para seres parte do seu povo e fá-lo com grande respeito e amor!
Ser Igreja significa ser povo de Deus de acordo com o grande projecto de amor do Pai. Isto implica ser o fermento de Deus no meio da humanidade; quer dizer anunciar e levar a salvação de Deus a este nosso mundo que muitas vezes se sente perdido, necessitado de ter respostas que encorajem, que dêem esperança e novo vigor para o caminho. A Igreja deve ser o lugar da misericórdia gratuita onde todos possam sentir-se acolhidos, amados, perdoados e animados a viver segundo a vida boa do Evangelho.

Terça-feira, dia 28 de Julho de 2015

Terça-feira da 17ª semana do Tempo Comum


Santo do dia :
S. Vítor I, papa, +199, Beata Maria Teresa Kowalska, virgem e mártir, +1941

Livro de Êxodo 33,7-11.34,5b-9.28.
Naqueles dias, Moisés pegou na tenda e armou-a fora do acampamento, a certa distância. Chamava-lhe a ‘Tenda da Reunião’. Quem desejasse consultar o Senhor devia ir à Tenda da Reunião que estava fora do acampamento.
Sempre que Moisés se dirigia para a Tenda, todo o povo se levantava; cada um ficava à entrada da sua própria tenda e seguia Moisés com o olhar até ele entrar na Tenda da Reunião.
Quando Moisés entrava na Tenda, a coluna de nuvem descia e ficava à entrada e o Senhor falava com Moisés.
E quando o povo via a coluna de nuvem deter-se à entrada da Tenda, toda a gente se levantava e se prostrava à porta da sua tenda.
O Senhor falava com Moisés face a face como quem fala com um amigo. Por fim, Moisés regressava ao acampamento, mas o seu jovem ajudante, Josué, filho de Nun, não deixava o interior da Tenda.
Moisés invocou o nome do Senhor.
O Senhor passou diante dele e exclamou: «O Senhor, o Senhor é um Deus clemente e compassivo, lento para a ira e rico de misericórdia e fidelidade.
Mantém a sua misericórdia até à milésima geração, perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado, mas não deixa nada impune e castiga a iniquidade dos pais nos filhos e nos netos até à terceira e quarta geração».
Moisés caiu de joelhos e prostrou-se em adoração.
Depois disse: «Se encontrei, Senhor, aceitação a vossos olhos, digne-Se o Senhor caminhar no meio de nós. É um povo de cerviz dura, mas Vós perdoareis os nossos pecados e iniquidades e fareis de nós a vossa herança».
Moisés ficou ali com o Senhor durante quarenta dias e quarenta noites sem comer nem beber. E escreveu nas tábuas as palavras da aliança: os dez mandamentos.
Livro de Salmos 103(102),6-7.8-9.10-11.12-13.
O Senhor faz justiça
e defende o direito de todos os oprimidos.
Revelou a Moisés os seus caminhos
e aos filhos de Israel os seus prodígios.

O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade.
Não está sempre a repreender
nem guarda ressentimento.

Não nos tratou segundo os nossos pecados
nem nos castigou segundo as nossas culpas.
Como a distância da terra ao céu,
assim é grande a sua misericórdia para os que O adoram.

Como o Oriente dista do Ocidente,
assim Ele afasta de nós os nossos pecados.
Como um pai se compadece dos seus filhos,
assim o Senhor Se compadece dos que O adoram.

Evangelho segundo S. Mateus 13,36-43.
Naquele tempo, Jesus Cristo deixou a multidão e foi para casa. Os discípulos aproximaram-se d’Ele e disseram-Lhe: «Explica-nos a parábola do joio no campo».
Jesus Cristo respondeu: «Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem
e o campo é o mundo. A boa semente são os filhos do reino, o joio são os filhos do Maligno
e o inimigo que o semeou é o Diabo. A ceifa é o fim do mundo (fim de cada era celeste; fim de cada sistema: escravatura, medieval, renascimento, …) e os ceifeiros são os Anjos.
Como o joio é apanhado e queimado no fogo assim será no fim do mundo:
o Filho do homem enviará os seus Anjos que tirarão do seu reino todos os escandalosos e todos os que praticam a iniquidade
e hão-de lançá-los na fornalha ardente
; aí haverá choro e ranger de dentes.
Então os justos brilharão como o sol no reino do seu Pai (só ficarão os bons. Depois um novo sistema e egoístas e bons de novo misturados; só que cada vez haverá mais bons). Quem tem ouvidos, oiça».
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org

Comentário do dia:
Gregório Palamas (1296-1359), monge, bispo e teólogo
Homilia 26
«Então os justos resplandecerão no Reino de seu Pai»
Há uma ceifa para as espigas de trigo materiais e outra para as espigas dotadas de razão, isto é, para o género humano. Esta efectua-se entre os infiéis e reúne na fé os que acolhem o anúncio do Evangelho. Os trabalhadores desta ceifa são os apóstolos de Jesus Cristo, depois os seus sucessores, depois, ao longo do tempo, os doutores da Igreja. Jesus Cristo diz a seu respeito: «O ceifeiro recebe o seu salário; recolhe o fruto para a vida eterna» (Jo 4,36). [...]
Mas há ainda outra ceifa: é a passagem desta vida para a vida futura que, para cada um de nós, se faz pela morte. Os trabalhadores dessa ceifa não são os apóstolos, mas os anjos. Estes têm maior responsabilidade do que os apóstolos porque fazem a triagem que se segue à ceifa e separam os bons dos maus tal como se faz com o joio e a boa semente. Nós somos desde já «o povo escolhido de Deus, a geração santa» (1Ped 2,9), a Igreja do Deus vivo, escolhida de entre os ímpios e os infiéis. Que sejamos separados do joio deste mundo tal como seremos no mundo que há-de vir e reunidos à multidão dos que foram salvos em Jesus Cristo, nosso Senhor, que é bendito pelos séculos dos séculos (o mundo do Senhor Jesus Cristo é o mundo da humanidade celeste).

Quarta-feira, dia 29 de Julho de 2015

Santa Marta

Quando Moisés descia do monte Sinai, trazendo nas mãos as duas tábuas da Lei, não sabia que o seu rosto irradiava luz, depois de se encontrar com o Senhor.
Aarão e todos os filhos de Israel, ao olharem para Moisés, viram que o seu rosto irradiava luz e temeram aproximar-se dele.
Então Moisés chamou-os. Aarão e todos os chefes da comunidade aproximaram-se e Moisés falou com eles.
Depois todos os filhos de Israel se aproximaram e ele transmitiu-lhes todas as ordens que tinha recebido do Senhor no monte Sinai.
Quando Moisés acabou de lhes falar, cobriu o rosto com um véu.
Sempre que Moisés comparecia na presença do Senhor para falar com Ele, tirava o véu até sair de lá. Então comunicava aos filhos de Israel as ordens que recebera.
Mas como os filhos de Israel viam que o rosto de Moisés irradiava luz, ele voltava a cobrir o rosto com o véu até voltar a entrar de novo na Tenda para falar com o Senhor.
Livro de Salmos 99(98),5-8.
Aclamai o Senhor, nosso Deus,
prostrai-vos a seus pés:
Ele é santo.
Moisés e Aarão estão entre os seus sacerdotes

e Samuel entre os que invocam o seu nome;
invocavam o Senhor e Ele os atendia.
Falava-lhes da coluna de nuvem;
eles observavam os seus mandamentos

e os preceitos que lhes dera.
Senhor, nosso Deus, Vós os atendestes,
fostes para eles um Deus paciente,
embora castigásseis as suas faltas.

Evangelho segundo S. João 11,19-27.
Naquele tempo, muitos judeus tinham ido visitar Marta e Maria para lhes apresentar condolências pela morte do irmão.
Quando ouviu dizer que Jesus Cristo estava a chegar, Marta saiu ao seu encontro (porque era a mais velha) enquanto Maria ficou sentada em casa.
Marta disse a Jesus Cristo: «Senhor, se tivesses estado aqui meu irmão não teria morrido.
Mas sei que, mesmo agora, tudo o que pedires a Deus, Deus To concederá».
Disse-lhe Jesus Cristo: «Teu irmão ressuscitará».
Marta respondeu: «Eu sei que há-de ressuscitar na ressurreição do último dia».
Disse-lhe Jesus Cristo: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá
e todo aquele que vive e acredita em Mim, nunca morrerá. Acreditas nisto?».
Disse-Lhe Marta: «Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo».
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org

Comentário do dia:
Beato John Henry Newman (1801-1890), teólogo, fundador do Oratório em Inglaterra
Sermão «The tears of Christ at the grave of Lazarus»
Disse-Lhe Marta: «Acredito, Senhor.»
Jesus Cristo veio ressuscitar Lázaro, mas o impacto desse milagre tornou-se a causa imediata da sua prisão e crucifixão (cf Jo 11,46ss). [...] Ele bem sentia que Lázaro voltava à vida pelo preço do seu próprio sacrifício; sentia-Se descer ao túmulo de onde tinha de tirar o amigo; sentia que Lázaro tinha de viver e que Ele próprio tinha de morrer. As aparências inverter-se-iam: haveria um festim em casa de Marta (cf Jo 12,1ss), mas a última Páscoa de tristeza caber-Lhe-ia a Ele. E Jesus Cristo conhecia e aceitava totalmente essa inversão: Ele tinha vindo do seio de seu Pai para resgatar com o seu sangue todos os pecados dos homens e assim fazer sair do túmulo todos os crentes como fez com seu amigo Lázaro ─ fazê-los voltar à vida, não durante algum tempo, mas para sempre. [...]
Face à amplitude do que pretendia fazer nesse acto de misericórdia único, Jesus Cristo disse a Marta: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá
e todo aquele que vive e acredita em Mim, nunca morrerá.» Façamos nossas estas palavras de consolo quer perante à nossa própria morte quer perante a morte dos nossos amigos: onde houver fé em Cristo, aí estará Ele em pessoa. «Acreditas nisto?» perguntou Ele a Marta. Quando um coração pode responder como Marta: «Acredito, Senhor», Jesus Cristo torna-Se misericordiosamente presente nele. Ainda que invisível, Ele está lá, junto de um leito de morte ou de um túmulo, sejamos nós que agonizamos ou sejam os nossos entes queridos. Que o seu nome seja bendito! Nada nos pode tirar essa consolação. Pela sua graça, temos tanta certeza de que Ele está lá com todo o seu amor como se O víssemos. Depois da nossa experiência do que aconteceu a Lázaro, não duvidaremos um instante sequer de que Ele está cheio de atenções para connosco e de que está ao nosso lado.

Quinta-feira, dia 30 de Julho de 2015

Quinta-feira da 17ª semana do Tempo Comum


Santo do dia :
S. Pedro Crisólogo, bispo, Doutor da Igreja, +450

Livro de Êxodo 40,16-21.34-38.
Naqueles dias, Moisés fez tudo como o Senhor lhe tinha ordenado.
No primeiro dia do primeiro mês do ano segundo, foi erguido o Tabernáculo.
Moisés construiu assim o Tabernáculo: assentou as bases, colocou as pranchas, aplicou as travessas e levantou as colunas.
Depois estendeu a Tenda sobre o Tabernáculo e pôs sobre ele a cobertura da Tenda, conforme o Senhor lhe tinha ordenado.
Colocou as tábuas da Lei dentro da Arca; pôs os varais na Arca e, sobre esta, o propiciatório.
Levou a Arca para dentro do Tabernáculo e colocou o véu de protecção para encobrir a Arca da Lei, conforme o Senhor lhe tinha ordenado.
Então a nuvem cobriu a Tenda da Reunião e a glória do Senhor encheu o Tabernáculo.
Moisés não podia entrar na Tenda da Reunião porque a nuvem estava poisada sobre ela e a glória do Senhor enchia o Tabernáculo.
Sempre que a nuvem se elevava acima do Tabernáculo, os filhos de Israel levantavam o acampamento para nova jornada,
mas se a nuvem não se elevava, eles não se moviam enquanto ela não se elevasse de novo.
De dia repousava a nuvem do Senhor sobre o Tabernáculo e de noite aparecia fogo sobre ele, à vista de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas.
Livro de Salmos 84(83),3.4.5-6a.8a.11.
A minha alma suspira ansiosamente
pelos átrios do Senhor.
O meu ser e a minha carne
exultam no Deus vivo.

Até as aves do céu encontram abrigo
e as andorinhas um ninho para os seus filhos
junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos,
meu Rei e Senhor Deus.

Felizes os que moram em vossa casa:
podem louvar-Vos continuamente.
Felizes os que em Vós encontram a sua força,
Prosseguem de bens em bens
e Deus lhes aparecerá em Sião.
Um dia em vossos átrios
vale por mais de mil longe de Vós.
Antes quero ficar no vestíbulo da casa do Senhor Deus
do que habitar nas tendas dos pecadores.
Evangelho segundo S. Mateus 13,47-53.    
Naquele tempo, disse Jesus Cristo à multidão: «O reino dos Céus é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes.
Logo que se enche, puxam-na para a praia e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos e o que não presta deitam-no fora.
Assim será no fim do mundo: os Anjos sairão a separar os maus do meio dos justos
e a lançá-los na fornalha ardente. Aí haverá choro e ranger de dentes.
Entendestes tudo isto?». Eles responderam-Lhe: «Entendemos».
Disse-lhes então Jesus Cristo: «Por isso todo o escriba instruído sobre o reino dos Céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas».
Quando acabou de proferir estas parábolas, Jesus Cristo continuou o seu caminho.


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos -
www.capuchinhos.org

Comentário do dia:
Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
Discurso sobre os Salmos 95, 14-15
«Puxam-na para a praia e, sentando-se, escolhem os bons»
«Ele governará a Terra com justiça e os povos na sua fidelidade» (Sl 95,13). Que justiça e que fidelidade são estas? Juntará em seu redor os eleitos (Mc 13,27) e separará os outros, colocando aqueles à sua direita e estes à sua esquerda (Mt 25,33). Haverá coisa mais justa, mais fiel do que esta? Aqueles que não tiverem querido exercer misericórdia antes da chegada do juiz não poderão esperar dele misericórdia. Aqueles que tiverem querido exercer misericórdia serão julgados com misericórdia (Lc 6,37) porque Ele dirá àqueles que tiver colocado à sua direita: «Vinde, benditos de meu Pai, recebei em herança o reino que vos está preparado desde a criação do mundo» e atribui-lhes-á obras de misericórdia: «Tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber» e por aí fora (Mt 25,31ss).
Porque tu és injusto, não há-de o Juiz ser justo? Porque te acontece mentir, não há-de a Verdade ser verídica? Se queres encontrar um Juiz misericordioso, sê misericordioso antes de Ele chegar. Perdoa a quem te tiver ofendido; dá dos teus bens, se possuis em abundância. […] Dá o que dele recebes: «Que tens tu, que não hajas recebido?» (1Cor 4,7). Eis os sacrifícios que são muito agradáveis a Deus: a misericórdia, a humildade, o reconhecimento, a paz, a caridade. Se isso levarmos, esperaremos com segurança o advento do Juiz, desse Juiz que «governará a Terra com justiça e os povos na sua fidelidade».

Sexta-feira, dia 31 de Julho de 2015

Sexta-feira da 17ª semana do Tempo Comum

O Senhor falou a Moisés, dizendo:
«São estas as solenidades do Senhor, as assembleias sagradas, para as quais, no tempo devido, convocareis os filhos de Israel:
No dia catorze do primeiro mês, ao entardecer, é a Páscoa do Senhor;
e no dia quinze desse mês, é a Festa dos Pães Ázimos em honra do Senhor. Durante sete dias comereis pães ázimos.
No primeiro dia reunireis uma assembleia sagrada: não fareis qualquer trabalho servil.
Durante sete dias apresentareis ao Senhor oferendas passadas pelo fogo. No sétimo dia reunireis uma assembleia sagrada: Não fareis qualquer trabalho servil».
O Senhor falou ainda a Moisés, dizendo:
«Fala aos filhos de Israel e diz-lhes: ‘Quando tiverdes entrado na terra que vos darei e aí ceifardes as searas, levareis ao sacerdote um molho de espigas como primícias da vossa colheita.
O sacerdote oferecê-lo-á ao Senhor com o gesto da apresentação para que Ele vos seja favorável. Esta apresentação será feita no dia a seguir ao sábado.
A partir do dia a seguir ao sábado, em que tiverdes trazido o molho de espigas para a apresentação, contareis sete semanas completas.
Até ao dia a seguir ao sétimo sábado, contareis cinquenta dias e apresentareis ao Senhor uma oferenda da nova colheita.
No dia dez do sétimo mês, é o dia das Expiações. Reunireis uma assembleia sagrada: fareis penitência e apresentareis ao Senhor oferendas passadas pelo fogo.
A partir do dia quinze deste sétimo mês, durante sete dias, é a Festa das Tendas em honra do Senhor.
No primeiro dia reunireis uma assembleia sagrada: não fareis qualquer trabalho servil.
Durante sete dias, apresentareis ao Senhor oferendas passadas pelo fogo. No oitavo dia reunireis uma assembleia sagrada: apresentareis ao Senhor oferendas passadas pelo fogo. É o dia da última assembleia: não fareis qualquer trabalho servil.
São estas as solenidades do Senhor, nas quais reunireis assembleias sagradas para oferecer ao Senhor oferendas passadas pelo fogo, holocaustos, oblações, sacrifícios e libações, segundo o ritual próprio de cada dia’».
Livro de Salmos 81(80),3-4.5-6ab.10-11ab.
Aclamai a Deus nossa Força,
Aplaudi ao Deus de Jacob.
Fazei ressoar a trombeta na lua nova
e na lua cheia, dia da nossa festa.

É uma obrigação para Israel,
é um preceito do Deus de Jacob,
lei que Ele impôs a José,
quando saiu da terra do Egipto.
«Não terás contigo um deus alheio
nem adorarás divindades estranhas.
Eu, o Senhor, sou o teu Deus,
que te fiz sair da terra do Egipto».
Evangelho segundo S. Mateus 13,54-58.
Naquele tempo, Jesus Cristo foi à sua terra e começou a ensinar os que estavam na sinagoga, de tal modo que ficavam admirados e diziam: «De onde Lhe vem esta sabedoria e este poder de fazer milagres?
Não é Ele o filho do carpinteiro? A sua Mãe não se chama Maria e os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?
E as suas irmãs não vivem entre nós? De onde Lhe vem tudo isto?».
E estavam escandalizados com Ele. Mas Jesus Cristo disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua terra e em sua casa».
E por causa da falta de fé daquela gente, Jesus Cristo não fez ali muitos milagres.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org

Comentário do dia:
São Máximo, o Confessor (c. 580-662), monge, teólogo
Capita theologica
«Não é Ele o filho do carpinteiro?»
O Verbo de Deus nasceu uma vez para todos segundo a carne. Mas por causa do seu amor pelos homens, deseja nascer sem cessar pelo espírito para todos os que O desejam e assim, faz-Se menino e forma-Se neles ao mesmo tempo que as virtudes, manifestando-Se na medida da capacidade daquele que O recebe. Agindo desta forma, não é por ciúme que atenua o brilho da sua própria grandeza, mas por aferir e medir a capacidade daqueles que desejam vê-Lo.
O Verbo de Deus revela-Se-nos sempre da maneira que nos convém e, contudo permanece invisível para todos por causa da imensidade do seu mistério. Por isso o Apóstolo por excelência, considerando a força deste mistério, diz com sabedoria: «Jesus Cristo é o mesmo ontem e hoje e por toda a eternidade» (Heb 13,8); Ele contemplava este mistério sempre novo que a inteligência nunca acabará de sondar. [...] o Filho torna-Se menino [...], Ele que fez sair do nada tudo quanto existe. [...] Deus torna-Se homem perfeito sem nada rejeitar da natureza humana excepto o pecado que aliás não é inerente a esta natureza. [...] Sim, a encarnação de Deus é um grande mistério e continua a ser um grande mistério. [...] Só a fé consegue apreender este mistério, ela que está no fundo de tudo aquilo que ultrapassa a inteligência e desafia a expressão.

Sábado, dia 01 de Agosto de 2015

Sábado da 17ª semana do Tempo Comum


Santo do dia :
Santo Afonso Maria de Ligório, bispo, Doutor da Igreja, +1787

Livro de Levítico 25,1.8-17.
O Senhor falou a Moisés, dizendo:
«Contareis sete semanas de anos, isto é, sete vezes sete anos de maneira que, durante esse período de tempo, serão quarenta e nove anos.
No dia dez do sétimo mês, mandarás fazer uma proclamação ao som da trombeta. É o dia das Expiações: tocareis a trombeta por toda a vossa terra.
De cinquenta em cinquenta anos promulgareis um ano santo e proclamareis no país a liberdade de todos os habitantes daTerra. Será para vós um jubileu: cada um tornará a possuir a sua propriedade e cada um voltará à sua família.
O quinquagésimo ano será para vós um ano jubilar: não semeareis nem ceifareis as espigas que tiverem nascido espontaneamente nem vindimareis as vinhas não podadas.
É um jubileu que será para vós sagrado: comereis do que os campos forem produzindo.
Nesse ano jubilar, cada um tornará a possuir a sua propriedade.
Se venderes alguma coisa ao teu próximo ou se lhe comprares alguma coisa, nenhum de vós prejudique o seu irmão.
Comprarás ao teu próximo, tendo em conta o número de anos depois do jubileu e ele te venderá segundo o número de anos de colheita.
Quanto maior for o número de anos maior será o preço; quanto menor for o número de anos menor será o preço, pois o que ele te vende é um certo número de colheitas.
Nenhum de vós prejudique o seu próximo. Adorarás o Senhor Deus porque «Eu sou o Senhor, vosso Deus».
Livro de Salmos 67(66),2-3.5.7-8.
Deus Se compadeça de nós e nos dê a sua bênção,
resplandeça sobre nós a sua luz.
Na terra se conhecerão os vossos caminhos
e entre os povos a vossa salvação.

Alegrem-se e exultem as nações
porque julgais os povos com justiça
e governais as nações sobre a terra.
A terra produziu os seus frutos,
o Senhor nosso Deus nos abençoa.
Deus nos dê a sua bênção
e chegue o seu louvor aos confins da terra.

Evangelho segundo S. Mateus 14,1-12.
Naquele tempo, o tetrarca Herodes ouviu falar da fama de Jesus Cristo e disse aos seus familiares: «Esse homem é João Baptista que ressuscitou dos mortos. Por isso é que nele se exercem tais poderes miraculosos».
De facto, Herodes tinha mandado prender João e algemá-lo no cárcere por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe.
Porque João dizia constantemente a Herodes: «Não te é permitido tê-la por esposa».
E embora quisesse dar-Lhe a morte, tinha receio da multidão que o considerava como profeta.
Ocorreu entretanto o aniversário de Herodes e a filha de Herodíades dançou diante dos convidados. Agradou de tal maneira a Herodes
que este lhe prometeu com juramento dar-lhe o que ela pedisse.
Instigada pela mãe, ela respondeu: «Dá-me agora mesmo num prato a cabeça de João Baptista».
O rei ficou consternado, mas por causa do juramento e dos convidados, ordenou que lha dessem
e mandou decapitar João no cárcere.
A cabeça foi trazida num prato e entregue à jovem que a levou a sua mãe.
Os discípulos de João vieram buscar o seu cadáver e deram-lhe sepultura. Depois foram dar a notícia a Jesus Cristo


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos -
www.capuchinhos.org

Comentário do dia:
Diádoco de Foticeia (c. 400-?), bispo
Sobre a Perfeição Espiritual, 12
«Quem se despreza a si mesmo neste mundo assegura para si a vida eterna» (Jo 12,25)
Quem ama a sua própria vida (Jo 12,25) não pode amar a Deus, mas quem não se apega a si mesmo por causa das riquezas transbordantes do amor divino, esse ama a Deus. Uma pessoa assim jamais procura a própria glória, mas a de Deus porque quem ama a própria vida procura a própria glória. Aquele que se dedica a Deus ama a glória do Criador. Na verdade, é próprio de uma alma sensível ao amor de Deus procurar constantemente a glória de Deus, cumprindo os mandamentos e alegrando-se com a sua própria depreciação. Porque a glória convém a Deus devido à sua grandeza e a humildade convém ao homem porque o torna da família de Deus. Se formos humildes seremos alegres e, à semelhança de São João Baptista, passaremos a repetir sem cessar: «Ele é que deve crescer e eu diminuir» (Jo 3,30).©

Os meus filmes

1.º – As Amendoeiras em Flor e o Corridinho Algarvio.wmv           http://www.youtube.com/watch?v=NtaRei5qj9M&feature=youtu.be
2.º – O Cemitério de Lagos
3.º – Lagos e a sua Costa Dourada
4.º – Natal de 2012
5.º – Tempo de Poesia

Os meus blogues

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